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Rolando Castelo Júnior – Entrevista Exclusiva Com O Baterista Da Patrulha Do Espaço

Rolando Castello Junior

Progshine – Rolando, o caminho da Patrulha não foi exatamente um ‘mar de rosas’, existe na banda o que você chama da ‘maledizione’. Ela ainda persiste em perseguir vocês?

Rolando – Claro que sim.

Se Deus é brasileiro o Diabo também deve ser.

E o Diabo se chama MTV, Globo, Jovem Pan e por aí vai.

Também atende pelo nome de gravadoras, essas parecem que no momento sofrem um exorcismo bravo, que estão agonizando e voltando para o fundo do inferno.

Outro nome do capeta seriam os “críticos especializados”, outros nomes do rabudo: Ministério, Secretarias Municipais e Estaduais de Cultura, o indizível também responde pelo nome de Festivais Independentes.

Então a maldição continua, só que agora sobrou para outras bandas também, principalmente pras bandas mais novas que fazem o que acreditam, mas não estão dentro dos padrões dos que mandam no momento. O detalhe é que tudo passa e esses também vão passar e no final o que conta mesmo é o trabalho e a obra das bandas e não esses caras que hoje mandam, mas que serão apenas uma nota de rodapé na história. Com os bolsos cheios de grana, mas ainda assim no rodapé.

Progshine – O que levou o moleque Rolando a entrar no mundo do Rock e tocar bateria?

Rolando – Acho que deve ter sido algum desequilíbrio mental, emocional e ignorância, porque em sã consciência foi uma escolha no mínimo infeliz.

Porque ninguém merece ser roqueiro em terra de milicos, samba, poderosos corruptores do mercado fonográfico, corrompidos da rádio, televisão e meia dúzia de manes exercendo com gosto e paixão seus pequenos poderes.

Arnaldo Baptista & Patrulha Do Espaço

Progshine – Como o jovem Rolando foi parar na Argentina na segunda metade dos anos 70?

Rolando – Foi por intermédio do baixista Alejandro Medina, eu havia recém voltado dos Estados Unidos, cheio de esperança de fazer uma boa banda de rock no Brasil, mas por aqui não estava acontecendo absolutamente nada naqueles últimos meses de 1976.

Então o convite de formarmos o Aeroblus com ele e com o Pappo, um guitarrista que eu admirava demais e era fã, veio como uma luva, para sair novamente do Brasil e ir tocar com esses gênios do rock na Argentina.

Ainda que por lá a repressão era muito maior que por aqui, era o período da chamada guerra suja, onde mais de 30.000 pessoas simplesmente desapareceram nas mãos dos algozes daquela ditadura asquerosa.

Mas ao contrário do Brasil, lá os roqueiros e o rock, digamos pesado, sempre tiveram espaço, ademais o argentino é um povo que valoriza seus ídolos e músicos, eu toquei por lá em 1977 e até hoje sou lembrado e meu trabalho como baterista é respeitado e admirado

Rolando Castello Junior

Progshine – O Rock And Roll no Brasil, como sabemos, não é uma brincadeira, é difícil, árduo e exige um amor inegável. O que mudou do início no final dos anos 70 pros dias atuais?

Rolando – Nos anos 70 você sabia quem era o inimigo do rock, do movimento e das cabeças progressistas da sociedade em geral e isso na América Latina inteira. Digo isso com conhecimento de causa, pois toquei e morei em três países latinos nessa época.

No Brasil, por exemplo, só para citar um caso, tinha um secretário de segurança pública, um tal de Erasmo Dias, um direitista extremado que chegou a cancelar um grande festival de rock que iria acontecer no autódromo de Interlagos, chamado Halleluia Rock que na ocasião tinha o apoio televisivo da TV Tupi, tenho até hoje o cartaz do festival. O cara decidiu que a galera era um bando de drogados e foda-se o festival, ou seja o cara foi juiz e júri de um delito que nem tinha acontecido ainda.

Também em 69, o Antonio Peticov ia fazer um festival na marquise do Ibirapuera que foi suspenso, eu estava lá com a galera e com o pessoal do Dops fotografando todo mundo.

Ademais nos anos 70, tinha umas duas equipes do Deic que eram especialistas em prender músicos de rock, acho que esses exemplos ilustram bem como era a barra nos anos 70 no quesito liberdades individuais, comportamentais e o Estado..

Agora vamos ao show business, no decorrer dos anos 70, ainda tivemos como inimigos, a moda da Discoteque, da patinação e outras menos cotadas. Não é por menos que a maioria das grandes bandas de rock daqui como o Terço, Mutantes, Som Nosso pararam de tocar nos anos 70, só quem teve muito culhão e tendência ao sofrimento seguiu adiante, aqui vale tirar o chapéu para o Made in Brazil.

Porém o que mantinha o rock vivo era sem dúvida a galera rockeira que prestigiava as bandas que sobreviveram, isso sem apoio de mídia algum.

De lá pra cá nos anos 80, o que rolou foi a abertura política e o tal do BRrock. Agora pensa bem, quanta porcaria musical que virou rock nessa leva dos anos 80, foram dezenas de bandas ruins que determinaram o padrão do rock naquele momento, praticamente até os dias e hoje.

Nos anos 90, a palhaçada continuou com a diferença de que as bandas ao menos aprenderam a tocar um pouco melhor.

Já nos 2000, estamos como estamos, a falência das gravadoras, ainda que o jabá siga existindo, o que criou um sistema em que o DJ ou o programador da rádio não tocam o que gostariam porque não podem, não tem conhecimento ou não tem espaço.

O que acabou gerando a tal da cena independente, que no fundo começa a ser mais uma panela.

Ou seja, rei morto, rei posto ou ainda, mudam as moscas, mas a merda continua a mesma.

Progshine – Conte-nos um pouco sobre o início da banda. Como se deu o encontro com Arnaldo e a idéia de montarem uma banda, bem como a separação dos dois lados. OK

Rolando – O lance da Patrulha foi obra do Kokinho, ele que articulou minha entrada na banda, assim como a ida do John Flavin, claro que com a anuência do Arnaldo, digamos que ele foi a mola propulsora que impulsionou a banda. Kokinho queria muito uma banda boa e profissional então ele batalhou muito para ter isso, posteriormente nós formamos uma dupla na condução da banda, seguimos assim até depois da separação do Arnaldo.

A separação em verdade, foi por alguma besteira, que naquele momento parecia ser algo irreparável, mas vendo em retrospecto, não precisaria ter acontecido, ao menos não naquele momento, mesmo porque estávamos trabalhando em novos temas do Arnaldo e praticamente estávamos começando o trabalho de estrada. Mas, a sabedoria e o conhecimento só vem com o tempo, portanto acabamos nos separando.

Patrulha Do Espaço

Progshine – Sua história no Dossiê conta com exatidão os fatos sobre a banda, você costuma registrar os rumos da banda, (guardar flyers, gravações, etc) ou a memória é realmente boa? Fiquei curioso com esse fato, é incomum, acho é ótimo ter conhecimento do que se faz e dar importância aos seus próprios passos.

Rolando – Eu costumava ter uma boa memória, mas com o passar dos anos a gente começa a ter dificuldades em guardar tantos fatos e acontecimentos, mas a memória ainda dá pro gasto.

Em realidade em relação aos registros da Patrulha, eu comecei a guardar material da banda desde o começo com o Arnaldo, como você falou: flyers, cartazes, matérias de revistas e jornais, infelizmente não fiz isso na época do Made e do Aeroblus, ainda assim, consegui ter um arquivo desses trabalhos pois na época do Made minha mãe recortava as matérias de jornal. Do Aeroblus, acabei guardando algumas coisas que viraram meu arquivo, então hoje em dia posso dizer que tenho um arquivo razoável de meus trabalhos e produções que incluem o Inox, Tributo a Keith Moon, Workshop Tours, Encontro de Bateristas de Curitiba e outros trampos, o difícil é organizar todo esse material, já fazem meses que estou trabalhado, mas parece que não acaba nunca.

Progshine – Você também esteve em um dos grandes nomes do Rock And Roll nacional, o Made In Brazil, como se deu essa jornada?

Rolando – A primeira vez que vi o Made ao vivo, creio que foi em 1968 ou começo de 1969, não sei ao certo. Mas o fato é que me tornei fã da banda e amigo do Oswaldo que na época trabalhava na Poster Shop, na rua Augusta, pertinho da minha casa, portanto eu ia quase todos os dias lá na loja e aí nasceu nossa amizade.

Depois disso fui morar no México, do final de 1969 até 1973, quando voltei, montei uma banda chamada Aço, um trio de hard e em algum momento abrimos o Made no Teatro da Fundação Getulio Vargas em Sampa, nessa mesma noite o Babalu me fez o convite em nome do Oswaldo e da banda para que eu entrasse no Made, o que para mim foi um sonho que se tornava realidade, tocar com meus ídolos.

Foi um período de muito trabalho e conquistas e uma experiência muito grande, o fato de ser o primeiro LP da banda, por uma gravadora, a RCA, deu-nos muita exposição de mídia na ocasião, fizemos muitos programas de televisão e tocamos muito.

Vendo hoje em dia, também foi um importante marco e momento na história do rock brasileiro, que tive o privilégio de ajudar a construir junto com meus companheiros do Made.

Rolando Castello Junior

Progshine – Depois de mais de 3 décadas de Rock, o amor continua inabalável? Mesmo depois de todos os contratempos?

Rolando – Em realidade, estou nessas do rock and roll há quatro décadas, como trabalhador já poderia estar aposentado, mas músico não tem direito a aposentadoria como um trabalhador comum, mesmo porque nunca soubemos dos meandros do sistema de previdência pública ou privada, ademais sempre estivemos desamparados pela Ordem dos Músicos do Brasil nessa questão.

Apesar de tudo, eu diria que sim, o amor continua inabalável, senão de que outra maneira continuar nessa batalha com tantas adversidades. A música é a minha vida, pena que seja uma vida tão sofrida e tão sem reconhecimento artístico e material, por aqui no Brasil. Infelizmente isso não é um privilégio só dos músicos e artistas, apesar de toda a propaganda e alguns reais avanços, continuamos um país sem justiça social e sem justiça artística, no qual a cultura, que não seja extremadamente populista e manipulada, não tem espaço.

Definitivamente não existe no Brasil a cultura da cultura

E o tratamento dado aos artistas é o mesmo dado ao povo em geral, só que com mais glamour e maquiagem.

Ainda somos um país de coronéis, só que os coronéis de hoje não são os dos antigos latifúndios e sim os do capital nacional e internacional, juntamente com os coronéis da política que se confundem com os das comunicações, cultura e educação.

Nessa conjuntura, só com muito amor a camisa do rock, da música e da arte e com o apoio e cumplicidade de uma galera mais inteligente, é que dá para ter esse amor e fé inabalável a que te referes.

Progshine – No atual cenário, quais bandas você considera interessantes, aquelas que você ouve e diz ‘putz meu, isso é bom!’? Ou você acaba sempre voltando às antigas bandas?

Rolando – Tanto as bandas daqui como as de fora, eu não acompanho muito o mainstream, acabo ouvindo bandas alternativas de lá e de cá que tenham a ver com o que gosto musicalmente, mas é evidente que acabo ouvindo e vendo bastante as bandas das antigas.

Progshine – Como foi, depois de tantas adversidades, conseguir montar um projeto como o Dossiê? Porque afinal de contas, mais uma vez a banda foi pioneira no assunto, já que esse tipo de projeto não é comum em terras tupiniquins. Como surgiu a idéia?

Rolando – Obrigado por atentar a esse detalhe do pioneirismo dos Dossiês, fora isso a Patrulha é pioneira também no lançamento de discos independentes, o primeiro álbum da Patrulha é o primeiro disco de rock independente do Brasil, pena que essa galera dos festivais e do movimento dito independente ignora soberbamente esse fato.

Mas é bem coisa daqui da terrinha esse tipo de desleixo e desprezo com o passado, principalmente pela Patrulha ainda estar na ativa e tocando rock pesado, bem tocado e com muito tesão e competência.

Mas voltando a tua pergunta, o motivo maior de eu ter feito os Dossiês foi o fato de que constatei a absurda e total ignorância da grande maioria dos tais escritores e jornalistas dos veículos de rock, que só escreviam besteiras e informações erradas sobre a Patrulha. Então resolvi fazer os Dossiês com toda a informação verídica e completa sobre a banda para que as pessoas e os profissionais da mídia pudessem ter uma informação apurada e histórica do trabalho, para pararem de escrever besteiras, ainda assim já houve gente que mesmo com o material na mão escreveu merda, é desanimador tanta ignorância, desleixo e despreparo.

Patrulha Do Espaço - Logo

Progshine – O fato de terem sido precursores em vários aspectos referentes à música e ao Rock no Brasil e nem sempre reconhecidos, deixa mágoa? Por exemplo, na minha modesta opinião você é um dos grandes bateristas brasileiros, no entanto, nem sempre lembrado. No final das contas isso deixa marcas ou você sempre sai com o ‘alívio’ de ter saído com o trabalho bem cumprido?

Rolando – Excelente pergunta.

Muito obrigado pelo reconhecimento de termos sido precursores em vários aspectos da musica e do rock.

Isso é a mais pura verdade, porém ignorada e não reconhecida pelos que deveriam zelar, preservar e divulgar esses fatos de nossa história musical e do rock brasileiro.

No que me diz respeito como baterista, não fui o primeiro a tocar com dois bumbos, aproveito para citar minhas primeiras inspirações nessa técnica aqui no Brasil: o Nelson Pavão no Made in Brazil e o Dartgnan no Som Beat, mas com certeza fui um dos primeiros a popularizar e difundir esse estilo, tenho certeza de que fui um dos primeiros a usar power tons ainda em 74 e também a fazer uso da bateria eletrônica com o Synare, mas tudo isso são feitos relativos ao meu instrumento.

Já como banda, onde vejo que a Patrulha estabeleceu seu maior diferencial, foi o fato de sermos a primeira banda de rock a lançar um disco independente a ter alguma uma projeção a nível nacional, num momento em que isso simplesmente não existia.

Então nos jogamos na estrada numa conjuntura totalmente adversa na ocasião.

As outras únicas bandas que ainda estavam na estrada eram o Made e o Tutti Frutti, então a Patrulha veio somar e ajudar a manter acessa a chama do rock brasileiro num momento em que o movimento de rock se resumia a nós.

É claro que há magoa, por exemplo, na indústria de instrumentos musicais se você está afins ou precisa de algum apoio de equipamento a nível endorsement, você se depara com umas pessoas do marketing de algumas empresas que simplesmente nem sabem quem você é e qual foi tua contribuição na construção da história da bateria de rock no Brasil e veja que eu sou um baterista com uma carreira internacional, tendo tocado com grandes bandas no México e na Argentina.

Aí o que acontece é que esses marqueteiros de araque acabam dando a maior força e babando o ovo na última sensação do momento no quesito bateristas, sendo que essas ultimas sensações do momento sabem quem eu sou, admiram e respeitam meu trabalho.

Agora os caras do marketing desconhecem minha história, não estou querendo generalizar pois há os bons profissionais que tem a informação artística e histórica correta.

Outra coisa que sempre penso, imagina um cara como Ginger Baker se ele fosse brasileiro e imagina também um cara como eu, com minha carreira, obra e perícia na bateria lá fora, não é difícil de imaginar como estaríamos ambos, não é?

Agora não tenho a menor dúvida e satisfação de estar cumprindo o dever com dignidade, amor e paixão.

Progshine – Pra mim a fase ‘progressiva’ apesar de sempre ter existido na banda, da Patrulha se deu entre 2000 e 2004 com os discos Chronophagia, .ComPactO e Missão Na Área 13, como essa formação se encontrou e o porque o fim?

Rolando – Isso é verdade, sempre tivemos um pé no progressivo, desde a época do Arnaldo, evidentemente que de uma maneira bem tímida, pois o objetivo da banda sempre foi o rock duro, pesado, principalmente pelo fato de sermos um trio.

Novamente o pontapé inicial dessa renovada Patrulha quem deu foi um baixista, nesse caso o Luis Domingues que já vinha trabalhando com o Marcelo Schevano e o Rodrigo Hid, eles precisavam de um baterista, então resolvemos voltar com a Patrulha.

No meu caso, apesar de sempre estar tocando, principalmente em trio seja no Brasil, México ou Argentina e tocando rock pesado, sempre gostei muito e ouvi muito rock progressivo e também muito jazz rock, que no início era meio progressivo também, ademais, sou de uma geração que como músico e baterista, tive como ídolos bateras e bandas que tocavam muito bem, seja no hard ou no progressivo. Então, o progressivo faz parte da minha bagagem e repertorio artístico musical, foi com enorme prazer e alegria que pude desenvolver esse lado mais prog com essa formação da Patrulha e a inclusão dos teclados foi fundamental para tal acontecimento, a galera era e é muito competente tocando, então é um trabalho do qual muito me orgulho.

Eu diria que essa formação já é uma das formações clássicas da Patrulha e tocamos juntos durante seis anos de muita produção e estrada, foi uma formação e trabalho de sonho, mas por melhor que sejam os sonhos, existe o contraponto do despertar e da realidade, do dia a dia, e infelizmente nos separamos.

Rolando Castello Junior

Progshine – Quais são os novos planos da banda, novo disco? Estrada?

Rolando – Paramos de tocar com a formação acima citada em outubro de 2004, então, de 2005 a 2007, continuei tocando com a Patrulha com formações que variaram como quarteto e em alguns shows como quinteto. De 2007 até hoje, voltamos a trabalhar como trio, porém fizemos uma média de shows anuais muito pequena em relação ao passado, ainda assim, conseguimos algumas conquistas novas para a banda, como tocar em lugares onde ainda não havíamos tocado como Goiânia e Brasília, em festivais de renome como o Goiânia Noise e Ferrock. Em Sampa, tocamos na Virada Cultural e também voltamos a tocar em cidades que fazia anos que não tocávamos como Curitiba, que agora já faz parte do roteiro anual da banda.

Agora em 2009, a partir de março, voltamos a estrada com uma assiduidade maior, não repetiremos os anos de 2000 a 2002, onde fizemos mais de 100 shows, porém tocaremos bem mais e iremos pela primeira vez ao norte e nordeste, vamos rodar bem no Brasil este ano, fora o trampo de estrada, está programado o lançamento do CD Dossiê Volume 5 – 2000 / 2009 que será um CD duplo com os álbuns Chronophagia, Compacto, Missão na Área 13, que estão todos fora de catálogo, além de alguns bônus e inéditas.

Outro lance é que estará entrando no ar o meu site e lá estarão informações de minha carreira, assim como de todas as bandas em que toquei e, claro, lá estará a Patrulha do Espaço.

Há outros planos em relação aos shows deste ano que ainda estamos elaborando, mas que não rolariam de imediato, que será uma exposição multimídia com a história da banda com material de época, enfim, um Dossiê em grande formato e itinerante para que as pessoas possam conhecer melhor todo o trabalho, afinal a Patrulha do Espaço é rock independente desde 1977.

Um pouco mais a frente, em 2010, sairá o DVD da Patrulha, um documentário com cenas de estrada, depoimentos, shows, enfim, um trabalho bem legal e que também será tipo um Dossiê audiovisual.

Progshine – Gostaria de agradecer, e muito, a sua generosa participação com o Progshine e deixar o espaço final totalmente aberto, a palavra é sua.

Rolando – Eu é que agradeço o interesse e o espaço para que eu pudesse me expressar e me comunicar com a galera, muito obrigado e um grande abraço a todos os leitores do Progshine.

Myspace

Comments

Comment from Betto Fernandes
Time: 31/03/2009, 08:30

Sensacional a entrevista! Eu terei a honra de dividir palco com o Patrulha nesta edição do famoso festival Camping & Rock em Minas Gerais. Serão 4 dias acampados, e o rock rolando solto! Pra mim será uma honra poder participar do mesmo festival que estes caras!

Comment from Marcello ‘Maddy Lee’
Time: 31/03/2009, 12:23

Faaaaaaaaaala, Diegão!
Excelente matéria!
Nem vou entrar na questão do quanto o Rolando é um puta batera, porque seria chover no molhado, mas o que mais gostei de ver aqui foi a lucidez das opiniões dele, todas com a autoridade de quem conhece o ‘negócio’ de dentro, sem as ilusões e todo aquele oba-oba falso bagarái que impera no meio.
A maior vingança da Patrulha ao ‘establishment’ é ainda estar na ativa, fazendo Música de qualidade e, melhor ainda, com muitos e excelentes planos para o seu futuro, ao contrário das trocentas bandinhas que foram, são e serão esquecidas e que a mídia sempre adorou adorar… hehehe
Vida longa ao Rolando!
Grande abraço.
Valeu!
ML
P.S.: Agora, é só esperar eles aparecerem aqui pelo Pará… rsrsrsrsrsrsrs

Comment from progshine
Time: 31/03/2009, 23:38

Betto, valeu pela visita cara, ainda fico esperando pela próxima colaboração hein :)

Marcellão, sempre um prazer tê-lo por aqui, e sempre inteligente em seus comentários :)

Comment from Cesar
Time: 04/04/2009, 20:19

Interessante como as coisas se interligam…Ontem fiquei deslumbrado ouvindo La Máquina de Hacer Pájaros, progressivo argentino de 1977 e enquanto me transportava ao sabor das músicas para a atmosfera que é reinante naquele país, como bem lembrou o Rolando C. Junior nessa sua formidável entrevista, me veio
essa sensação de orfandade em relação força-mãe latente da magia, das harmonias, das melodias e das vozes
e tímbres alem dos arranjos realizados por músicos do mais alto nível como o próprio Rolando (mercidamente)
ou como o inigualável Arnaldo ou seu irmão Sergio nos vigorosos anos 70. Infelismente, ja a década de 80 foi um verdadeiro bombardeio do que de mais pobre (musicalmente falando) se pode despejar sobre toda uma geração e que acabou culminando no que eu chamo de “bundalização” que impera até hoje, desde “segura o tchan” para outras obcenidades que atualmente NÃO TEM CENSURA mas o pior, tem apoio e incentivo dos descendentes da “chamada guerra suja”, “num país onde não existe a cultura da cultura ou onde mudam as moscas mas a mer….(cic). Gostei muito da entrevista. Se não temos intelectuais interessados em resgatar e valorizar a música em todas as suas expressões, como foram os mutantes e como foi e é o Patrulha do Espaço, ja que nossos intelectuais, políticos e acadêmicos preferem brincar hoje de “Declaração dos Direitos dos Usuários de Drogas” (Ciência Viciada – texto.: José Maria e Silva – Opinião -Folha de São Paulo 23/03/2009). Ao menos podemos contar com esse resgate imensurável realizado por um jovem ousado, um Sol Menino Astro Rei (ja que Tudo Foi Feito Pelo Sol mesmo rsrsrs) teimando em irradiar luz para uma galáxia repleta de sons e cores maravilhosos chamada Galaxia Progshine. Parabéns por mais esta entreveista e que
a luz que sai das melodias maravilhosas e que ilumina os corações das Criaturas da Noite que como eu, procuram luz, num vôo calmo e pequeno, continuem reinando nos caminhos do formidável Rolando Castelo Junior.

Comment from progshine
Time: 05/04/2009, 13:33

Cesar, mais uma vez me honra, e muito, com seus comentários e reflexões, de coração agradeço!!

Comment from Wagner Xavier
Time: 08/04/2009, 10:10

Parabens pela matéria, o Patrulha e afins sao uma lenda no nosso país.
Histórica do melhor do nosso rock and roll, continuem fortes,
Wagner Xavier

Comment from Mário Pacheco
Time: 11/04/2009, 11:21

Komandante Rolando, estarei passando aí na tua casa. Tive a honra de ouvir parte desta entrevista magistral quando gravada. Rolando! Leve o sonho adiante na forma do dossiê-duplo e do dvd. Parece-me que a entrevista não está na íntegra me refiro quando vc indaga – o quê o ministro da cultura fez por mim? E ainda tem aquele lance de que rock em português não cultura e sim malabares e boi co cu branco. Abraços

Comment from progshine
Time: 12/04/2009, 01:45

Caro Mário, acho que está equivocado, a entrevista que aqui está transcrita está na íntegra, exatamente como o Rolando enviou-a para mim. Deve estar se referindo a outra entrevista ;)

Comment from joão
Time: 02/03/2010, 15:55

Conheci o Patrulha em 2002 num show em Rio Claro-SP e pra mim foi um dos momentos mais marcantes da minha vida!! Amo o rock´n´roll e na minha opinião o Rolando é um dos melhores bateristas que rock já viu!!! Tenho 28 anos e só hoje estou me entregando a minha grande paixão que é a bateria e posso dizer que o Rolando e seu estilo me dão muito gás para correr atrás do tempo perdido!!
Que o rock´n´roll abençoe esse grande ídolo!!

Comment from Antonio José
Time: 20/05/2010, 02:17

Saudações!!!! muito legal esta entrevista com o grande batera Junior do Patrulha do Espaço, ele resumiu bem o que aconteceu com o rock aqui no Brasil, principalmente quando se referiu aos anos 80 , é triste saber que tantas bandas maravilhosas foram boicotadas , muitas nem sequer conseguiram gravar , o que torna impossivél resgatar, registros sonoros de uma época que foram apagados fora vocalistas com vozes marcantes que foram quase esquecidos, neste caso citarei o nome de Fram que foi vocalista da banda Ano Luz e A Chave do Sol , que hoje ja falecido apenas deixou gravado um ep com a Chave do Sol e 2 musicas com O Ano Luz , que éra uma banda muito criativa e tocava muito isso em uma época que era muito caro comprar um instrumento decente, sem falar as mafias musicais que sempre tiveram presente, com isso tudo o verdadeiro rock pesado sempre teve dificuldades para se manter, então tinha um monte de coisas chatas que a midia e as radios compradas definiam como rock nacional. Ver bandas como o Made o Patrulha do Espaço e o magnifico vocalista Percy Weiss ainda na estrada é muito gratificante , estes caras são os verdadeiros herois e sobreviventes do verdadeiro rock aqui no Brasil , longa vida rapazes!!!!!!!!!!!!!!

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