
Resenha: Diego Camargo
Nota: ![]()
Banda: I Califfi
Disco: Fiore Di Metallo
Ano: 1973
Selo: Cetra
Tipo: Estúdio
Faixas:
1. Nel Mio Passato – 5’10
2. Fiore Finto, Fiore Di Metallo – 3’35
3. Alleluia Gente – 4’45
4. Varius – 5’10
5. Felicità, Sorriso E Pianto – 4’05
6. A Piedi Scalzi – 3’13
7. Madre, Domani… – 4’25
8. Col Vento Nei Capelli – 3’48
9. Campane – 5’10
Formação:
Vincenzo Amadei – voz e guitarra
Sandro Cinotti – órgão/piano e sintetizador
Franco Boldrini – baixo/sintetizador e vocais
Maurizio Boldrini – bateria/percussão e vocais
Resenha:
1. Nel Mio Passato
Italiano, normalmente guardam bons sons pra nós ouvintes. Esse não é diferente, ele começa bem. Os sons do vento e bem atmosférico.
Um pequeno e tímido órgão é a base pro vocal, é incrível, pelo menos eu acho, que as bandas italianas sejam tão boas no quesito vocal, sempre bem servidas de vocalistas melódicos e com belas vozes.
A melodia central me lembrou bastante ‘Live And Let Die’ do Paul McCartney, daí pra frente a banda embala numa 5ª em direção ao desconhecido, sensacionais os teclados de Sandro Cinotti.
Na parte final o vocal fica meio desesperado e morre em fade out, enquanto sintetizadores se sobrepõe sobre todo o som.
2. Fiore Finto, Fiore Di Metallo
Pesadona, um blues/rock sujo e rasteiro. A bateria é destaque nessa introdução (Maurizio Boldrini), interessante também é a maneira com que foi encaixado o teclado nesse som sujão.
A guitarra de Vicenzo Amadei tem papel importante, mas um violão ‘fantasma’ é benvindo no fundo de tudo.
O solo é muito bem feito em duplicidade, duas guitarras, uma em cada lado dos fones. E uns sintetizadores um tanto quanto estranhos, mas dão um toque bem legal ao som.
3. Alleluia Gente
Base folk com um sintetizador fininho ao fundo e um outro fazendo o papel do baixo nesse início (provavelmente tocado pelo próprio baixista Franco Boldrini).
Desta vez Maurizio troca a bateria pela percussão em todo o início, mas logo voltando ao instrumento de origem e voltando de novo.
Passagens realmente viajantes de sintetizadores (inclusive duplicados) e percussões. Daí pra frente o sintetizador no lugar do baixo praticamente domina, o que deu uma outra cara para a música. Um toque diferente.
4. Felicità, Sorriso E Pianto
Mais um lado acústico da banda, uma bela de uma melodia, um vocal sofrido, realmente sofrido.
Belas linhas de sintetizadores e um refrão bem marcante, um tanto quanto melodramático, mas bacana. Me lembrou algumas coisas acústicas do Led Zepellin.
5. Varius
Altamente influenciado pela música clássica, logo depois de sua introdução carregada de órgãos a banda embala num ritmo alucinado com destaque para os teclados e bateria em variadas atmosferas musicais até o ápice e a parada, aí então temos o piano em música clássica total.
Uma das faixas mais contagiantes, mesmo que instrumental. É de uma riqueza gigante.
Um pouco de jazz, um pouco de música clássica e muito de rock progressivo dos melhores.
6. A Piedi Scalzi
Se eu estava falando do lado folk do Led Zepellin deles em ‘Felicità, Sorriso E Pianto’ aqui a banda encarna o Led Zepellin elétrico e cheio de rock ‘n’ roll, a diferença é que aqui os teclados são totalmente presentes fazendo a banda encarnar um rock de primeira.
Altamente recomendado!
7. Madre, Domani…
A banda investe novamente na parceria melancólica/progressivo, com excelentes teclados e boas vocalizações do começo ao fim da música, ela tem um embalo descomplicado e bom de se ouvir.
8. Col Vento Nei Capelli
Essa daqui me lembra o Jimi Hendrix, com as guitarras bem afiadas no começo, um ‘buzz’ de synth fica nos ouvidos no fundo da faixa.
Uma faixa muito boa pra balançar a cabeça com seu bom riff e solo desencanado de Vicenzo.
9. Campane
Bem enigmática em seu começo, com melodia enraizada no ‘desconhecido’.
Inclusive com seu ritmo torto e quebrado, um sintetizador a la Keith Emerson (Emerson, Lake & Palmer) e tá feito a festa (risos).
Altamente viajante com seus vários teclados, sintetizadores e ritmo quebrado, grande final.
Mais uma bela surpresa italiana, e olha que ainda existem MUITAS OUTRAS.