Lumina – Project (Resenha Diego Camargo)


Resenha: Diego Camargo

Nota: 4

Lumina
Project
2008
Independente

Faixas:
1. Crystal Tower – 8’22
2. Siberia – 4’29
3. Sahara – 4’48
4. Thar – 7’20
5. Lonely – 5’29
6. Karakum – 2’48
7. Atacama – 4’05
8. Genesis – 12’38

Integrantes:
Fabio Fernandes – bateria
Sizão machado – baixo
Johny Murata – guitarra e sintetizadores

Resenha:

01. Crystal Tower
Penso que Johny Murata bebeu nas fontes de Robert Fripp (King Crimson), ritmo sincopado e a guitarra ‘mandando’ na melodia, diga-se de passagem, que trio. Grande músicos.
Sizão Machado nunca precisa de apresentações e dá um show no baixo, certeiro e preciso.
O tema é inteligente, e apesar de toda a virtuosidade de Johny na guitarra isso não me chegou aos ouvidos de forma boba ou sem sal. Normalmente os grupos caem nessa armadilha, muita técnica e pouco musicalidade, posso dizer que não é o caso aqui.

02. Siberia
Siberia é ‘flutuante’, essa é a sensação que passa. A guitarra incorpora uma cadência de acordes estranhas, tensa, a beteria de Fabio Fernandes toma seu lugar nessa ‘confusão sonora’ também com ritmos quebrados e muitos pratos, enquanto na retaguarda grave Sizão preenche o lugar com harmônicos.

03. Sahara
A 3ª faixa do álbum começa com Fabio ‘destruindo’ seu kit, um mini solo. Logo a banda toda entra em ação num fusion cheio de energia, com um tempo acelerado, marcado pela baqueta incessante de Fabio no prato de condução.

04. Thar
O som da banda é um tanto quanto viajante, o trio consegue aliar bem estilos, essa faixa me lembrou bastante o que a banda italiana de Jazz/Fusion Napoli Centrale fazia, só faltaram os metais, que por sinal, apareceram na apresentação que eu vi da banda, e confesso que isso deu um ‘up’ na música. Sempre com um incessante trabalho de guitarras, nunca iguais ao que costumamos ouvir por ai.

05. Lonely
Mais uma vez os acordes ‘estranhos’ e nada convencionais são o tema, o baixo sempre inquieto tem ao mesmo tempo a atitude certa e o tempo preciso, sempre junto aos pratos a tons da bateria.
Não esqueçamos das guitarras sunth de Johny, um trio sempre sente falta de algo, então as guitarras synth podem fazer um excelente trabalho.

06. Karakum
Uma continuação do tema anterior, me deu até a impressão de que foi gravada logo em seguida de Lonely tal qual a sonoridade continua e similar.

07. Atacama
Atacama tem um gosto de ‘mais do mesmo’, é um tanto quanto similar, apesar de ter um trabalho de bateria ótimo.

08. Genesis
Acho que o nome tem a ver com uma homenagem ao grupo inglês, não por a música ter o estilo do grupo, mas por ser a mais progressiva de todo o álbum.
Ritmo pulsante, baixo sempre com surpresas, hora em frases ‘walking’, hora ‘saltitante’.
As guitarras nunca são pesadas nem muito limpas, um som etéreo.
Pouco depois dos 7 minutos a música toma ares ainda mais Progressivos, com uma paz e uma calma, lembrando o mar, paz pra alma do ouvinte.
E nessa levada o álbum vai até o seu fim.

O trio com certeza tem qualidade, seus músicos não trariam nada menor, um grande lançamento em terras tupiniquins.

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