
Resenha: Jefferson A. Nunes
Nota: ![]()
Banda: Mindflow
Disco: Destruction Device
Ano: 2008
Selo: Unlock Your Mind Productions
Tipo: Estúdio
Faixas:
1. Destructive Device – 6’44
2. Lethal – 5’29
3. Breakthrough – 5’09
4. Under An Alias – 4’05
5. Inevitable Nightfall – 5’40
6. Said & Done – 5’19
7. Fragile State Of Peace – 6’05
8. Not Free Enough – 7’09
9. Inapt World – 6’25
10. First Things First – 3’36
11. Shocking Death Bed Confession – 11’50
12. The Screwdriver Effect – 3’06
Formação:
Danilo Herbert – voz
Rodrigo Hidalgo – guitarras e vocais
Rafael Pensado – bateria/percussão e vocais
Ricardo Winandy – baixo
Miguel Spada – teclados e vocais
Resenha:
1. Destructive Device
Mais uma banda excelente do Prog Metal Nacional, com uma sonoridade única e que vale à pena conhecer. Para começar o disco, uma música muito pesada, mas que inicia com sons estranhos de teclado e uma linha de baixo simples atrás. Então, em 0:21 começa a pancadaria, com riff’s pulsantes, com tempo quebrado. O refrão é um destaque, com um ritmo muito viciante e várias mudanças. Não tem solo, apenas uma linha de teclado acompanhada por um riff de peso destruidor que começa em 4:17.
2. Lethal
Começa com uma linha de baixo bem interessante, logo seguida pela entrada dos demais instrumentos. Tem um clima macabro muito bom, com algo de egípcio nos vocais do refrão. O que mais me surpreendeu na banda é a perfeição dos riff’s quebrados, com uma perfeita métrica entre as guitarras e a bateria, algo muito usado pelo Dream Theater, mas mais explorado pelo Mindflow. Em 3:32 começam vocais guturais que se encaixam muito bem ao instrumental denso da faixa. Outra faixa sem solo.
3. Breakthrough
Bah, que música fantástica! Começa com vocais com efeitos acompanhados por uma linha de teclado. Em 0:48 a banda entra com uma melodia incrível, muito introspectiva. Tem várias texturas nas estrofes, e um refrão muito viciante. Como as anteriores, não tem solo. Pelo que vi a banda prefere trabalhar linhas melódicas a colocar solos, talvez uma sábia decisão.
4. Under An Alias
Talvez a melhor música do álbum. Começa com uma linha de teclado meio indiana, que depois traz uma música com riff’s impecáveis e muito pesados. As estrofes são plácidas e acompanhadas por dedilhados, enquanto os refrões são pesados e selvagens. Mais uma sem solo.
5. Inevitable Nightfall
Um começo extremamente macabro, com uma ambientação de teclado bem interessante, acompanhada por um vocal com efeitos. Em 0:41 entra o restante da banda, tocando uma melodia densa e muito pesada. Não é muito expressiva, sendo uma faixa de menor criatividade do grupo.
6. Said & Done
Possui um riff impressionante, bem interessante, que depois abre espaço para uma linha vocal meio abafada com a linha de teclado da música ‘Breakthrough’ ao fundo. O refrão e as partes subseqüentes são extremamente pesadas, e encerram bem a faixa.
7. Fragile State Of Peace
Começa com uma bonita linha de piano (e teclado), que logo é acompanhada por um riff bem pesado de guitarra, que transforma a música numa melodia que dá vontade de balançar a cabeça. Tem uma parte extremamente selvagem e rápida em 4: 42, mas não é uma música excelente.
8. Not Free Enough
Começa de forma mais calma, logo se transformando em outra música pesada. Tem belo contraste entre estrofes plácidas e refrões pesados. A partir de 3: 37 há uma parte extremamente bonita e introspectiva, muito valorizada por um piano bem executado. Em 5:05 o peso volta, e impera até o fim da composição.
9. Inapt World
Começa com ruídos estranhos, que se transformam em uma música pesada em 0: 18. Logo em seguida mais ênfase para o baixo e uma linha de teclado, que servem de base para uma bela linha vocal. É muito bonita, e rivaliza com Under An Alias como melhor música do álbum. Tem vários momentos distintos, com uma parte bastante densa e macabra em 3:23, voltando à beleza depois.
10. Frist Things Frist
Se resume a ruídos de pessoas e frases faladas.
11. Shocking Deathbed Confession
Mais longa do álbum, é pesada na sua maioria, tendo vários riff’s diferentes de várias formas, mantendo sempre o peso e agressividade, e tendo uma parte mais plácida a partir de 8:16, com maior ênfase para o teclado.
12. The Screwdriver Effect
Assim como ‘Frist Things Frist’, resume-se à vozes e barulhos de pessoas, e é estranha para encerrar um álbum. O álbum em si não é excelente, mas tem muitas qualidades, e é um trabalho muito bom para uma banda brasileira.