
Resenha: Diego Camargo
Nota: ![]()
Banda: Moongarden
Disco: A Vulgar Display Of Prog
Ano: 2010
Selo: Distilleria Music Factory
Tipo: Estúdio
Faixas:
1. Boromir – 6’50
2. Aesthetic Surgery – 10’00
3. Mama – 7’15
4. After The Madman – 5’00
5. Wordz And Badge – 8’15
6. Demetrio And Magdalen – 6’35
7. Enter The Modem Hero – 8’00
8. Compression – 16’30
Integrantes:
Cristiano Roversi – teclados
Simone Baldini Tosi – voz
Maurizio Di Tollo – bateria
Mirko Tagliasacchi – baixo
David Cremoni – guitarras
Músicos convidados:
Eddy Cavazza – guitarras (5, 7 e 8 )
Marco Tafelli – guitarras (1, 2 e 3)
Massimo Menotti – guitarras (4)
Zef Noise – voz e violino (8)
Mike Ill – voz (8)
Rivka – voz (8)
Resenha:
A Moongarden é uma banda italiana nascida no início dos anos 90, A Vulgar Display Of Prog (2009) é o sexto e mais recente disco do grupo.
A capa é um caso a parte, duvidei que fosse um disco de Rock Progressivo quando o recebi, mas depois de um tempo achei a arte bem interessante e original.
1. Boramire
A banda italiana tem dois lados distintos dentro do Rock Progressivo que se faz notar logo no início, modernidade e peso.
O Progressivo está lá com suas melodias, estranhezas e complexidade, mas ao mesmo tempo um ar moderno paira pela faixa de abertura (e pelo disco todo) atrelado ao peso da guitarra de David Cremoni.
O vocal de Simone Baldini Tosi começa e já podemos sentir que é um bom vocal, mas confesso que é estranho e difícil de acostumar com todos os aparatos eletrônicos dos versos.
Mas assim que a estranheza se vai é possível apreciar a música do Moongarden com calma, ela tem uma melodia que acaba por cativar o ouvinte.
2. Aesthetic Surgery
Grudada em ‘Boramire’ a segunda faixa de A Vulgar Display Of Prog (2009) me lembrou bastante, a dobradinha ‘Kayleigh/’Lavender’ do disco Misplaced Childhood (1985) do Marillion. Mas só a pequena introdução com os teclados de Cristiano Roversi, porque a melodia logo muda completamente.
Mas volto a dizer, os momentos modernos da música as vezes incomodam. Acho que a atitude da banda de querer incorporar novos elementos ao seu som deve ser louvada, mas nesse caso não acho que eles realmente conseguiram unir os elementos de maneira coesa.
No entanto a melodia principal, o ‘refrão’ tem uma ótima sonoridade.
A parte final apenas com piano e voz é a melhor parte da faixa.
3. Mama
‘Mama’ não começa nada bem ao meu ver. Eletrônica demais, melodia de menos e os ‘truques’ começam a se repetir.
O que é bem estranho, porque é uma banda boa em construir melodias cativantes, o verso que se segue é prova disso.
Vai entender!
Mais uma vez o final sinfônico é a melhor parte da canção.
4. After The Madman
Humm, o Moongarden definitivamente está tentando soar moderno, o que, como eu já disse, é louvável, uma atitude corajosa da banda de tentar algo novo. Mas eles não se saem bem na quarta faixa do álbum ‘After The Madman’, na minha opinião falta o toque humano nessa parte da música deles.
5. Wordz And Badge
Talvez ‘After The Madman’ tenha sido um experimento, um momento de transição do disco para uma parte mais pesada, que é o caso de ‘Wordz And Badge’.
Guitarras pesadas, o baixo cheio de distorção de Mirko Tagliasacchi e novamente a banda tentando soar moderna, mas de uma maneira não muito agradável, uma misture de Nu Metal com Rock Progressivo definitivamente não é uma coisa boa pros meus ouvidos.
6. Demetrio And Magdelen
Agora sim estamos falando de uma boa faixa, cheia de boas melodias com violões e teclados. Vocais dobrados na maior parte da música e uma cadência mais calma com direito a solo de guitarra cheio de ‘alma’.
7. Enter The Modem Hero
A banda volta a modernizar o som, depois de uma ótima faixa como ‘Demetrio And Magdalen’ é difícil escutar ‘Enter The Modern Hero’, realmente difícil.
Não que no final das contas seja completamente ruim, mas não encaixa no estilo da banda, definitivamente.
Mais uma vez o Moongarden dentro de uma música em A Vulgar Display Of Prog (2009), do meio pra frente, muda o som completamente e volta a ser mais sinfônico, estranha maneira de compor.
8. Compression
A faixa de encerramento é também a mais longa. Os 17 minutos de ‘Compression’ começam bem, apesar do som da bateria de Maurizio Di Tollo ser um tanto quanto ‘frouxa’, intencionalmente, eu sei, mas mesmo assim.
Depois do 3º minuto a melodia vem a tona, uma muito boa por sinal.
Depois do 5º minuto os convidados Zef Noise (violino) e Mike Ill e Rivka (muito bons os vocais desses dois por sinal) mudam a música, ótima mudança.
9:30 e dessa vez ouvimos uma parte quase trance, mas não eletrônica, o ritmo constante e os teclados fazem com que a viagem seja forte.
Mas depois dos 13 minutos um quase ‘rap’ entra em cena, e sinceramente? Destrói tudo. O que acaba sendo ouvido até o final, deixando um gosto de ‘não quero mais’ no disco.
No final das contas a banda se saem melhor onde eles são bons, no Rock Progressivo Sinfônico, é uma difícil decisão, mas ou o Moongarden embarca de cabeça na nova sonoridade ou a esquece de vez.