
Resenha: Diego Camargo
Nota: ![]()
Banda: Orgia Pravednikov
Disco: Uhodyashee Solntse / Уходящее солнце
Ano: 2007
Selo: Indepentente
Tipo: Estúdio
Faixas:
1. Уходящее солнце / Uhodyashee Solnce – 3’42
2. Офис / Ofis – 3’32
3. Хуанхэ. Дождь над Великой рекой / Huane Dogd Nad Velikoy Rekoy – 6’58
4. C.M.C. / S.M.S – 5’12
5. Das Boot – 7’25
6. Млечный путь / Mlechnyy Put – 6’03
7. Сицилийский виноград / Siciliyskiy Vinograd – 6’37
8. Время тьмы / Vremya Tmy – 4’08
9. Стикс / Stiks – 9’26
10. Армагеддон FM / Armageddon FM – 5’09
Integrantes:
Sergey Kalugin – voz/violão e letras
Alex Burkov – guitarras
Yuri Ruslanov – flautas e teclados
Artemiy Bondarenko – baixo
Alexander Vetkhov – bateria
Músicos convidados:
Svetlana Vasilieva – violoncelo nas faixas 5 e 6
Alexander Y. Vidyakina – sintetizadores nas faixas 3 e 9
Ekaterina Tikhonova – vocais na faixa 6
Savchenko Anna – vocais na faixa 5
Resenha:
1. Уходящее солнце / Uhodyashee Solnce
O vento, o violão e a guitarra, uma leve combinação. Parece-me que o disco conta uma história, mas não dá pra compreender exatamente o que é, pois apesar do digipack ser belíssimo, está todo em russo (risos).
02. Офис / Ofis
Na minha opinião um clássico para a banda desde sempre. Envolve alguns dos principais elementos musicais do grupo com a exceção do marcante violão de Sergey Kalugin.
Com certeza ficará na cabeça de quem a ouvir já na primeira vez.
03. Хуанхэ. Дождь над Великой рекой / Huane Dogd Nad Velikoy Rekoy
Aqui temos o outro lado do grupo. O violão de Sergey e seu tom de voz melancólico, como um trovador, e a flauta de Yuri Ruslanov.
A guitarra de Alex Burkov soa bonita e melódica no solo, e o clima que envolve a música é o melhor possível.
04. C.M.C. / S.M.S
Existem alguns detalhes em certos discos e músicas que nem sempre é possível descrever em palavras. Pra mim o Orgia Pravednikov e essa música são exemplos perfeitos disso. Eu não tinha a certeza exata do porque eu gosto, ou até mesmo não saberia explicar como a faixa ‘funciona’ mas sei de uma coisa, ela é ótima!
05. Das Boot
Violinos, violoncelo e Sergey narrando de maneira emocional. Após a breve introdução a bateria marcial de Alexander Vetkhov dita o ritmo da canção. Em seguida a guitarra dá peso enquanto o violão dá melodia, o grave (leia baixo) é brilhantemente conduzido por Artemiy Bondarenko. Aliás, no disco todo.
O bonito vocal da pequena Anna Savchenko é um belo presente aos ouvidos e eles estão em boa parte da música.
06. Млечный путь / Mlechnyy Put
O peso grave do baixo, a bateria tribal (herança direta da fase Roots (1996) do Sepultura) e a guitarra marcando a melodia, o início da faixa logo muda, adicionando o suave dedilhar do violão ao peso da composição.
A guitarra marca o peso junto ao vocal e então a melodia principal volta à canção. Um bonito arranjo de violoncelo foi colocado com o solo, uma ótima ideia. Logo depois a faixa muda completamente, boa sacada da banda.
Depois de um verso narrado por Sergey a faixa se torna ainda mais clássica com os vocais líricos de Ekaterina Tikhonova e com a flauta de Yuri Ruslanov.
07. Сицилийский виноград / Siciliyskiy Vinograd
Após uma breve introdução começa a mais festiva faixa do disco. Em determinado momento do refrão Sergey até parece cantar em português, é curioso.
Belíssima e divertida faixa.
08. Время тьмы / Vremya Tmy
Provavelmente a mais acústica de todo o disco, quase uma valsa, com seu ritmo calmo e o que parece ser um bandolim entre os versos, porém não há nada indicando que seja isso nos créditos do CD.
09. Стикс / Stiks
Quase uma continuação da faixa anterior com o ‘bandolim’.
O som da banda se faz presente com o peso e a flauta. O naipe de cordas dá o toque de classe a tudo.
Uma faixa ‘poética’. A flauta é o carro-chefe da música e, sem exagerar, de boa parte da musicalidade da banda.
Fiquem atentos aos detalhes!
10. Армагеддон FM / Armageddon FM
A faixa final de Ukhodyashcheye Solntse (2007) é o que eu chamaria de ‘single’ do disco. Um bom refrão que definitivamente ‘gruda’ na cabeça e um instrumental leve e competente garantem ótimo final para um grande disco.
Na minha opinião o melhor disco do grupo até então.