
Resenha: Diego Camargo
Nota: ![]()
Banda: Presence
Disco: Evil Rose
Ano: 2008
Selo: Black Widow Records
Faixas:
1. Prologue – 3′29
- 11.00 PM
2. Cassandra – 7′02
3. Evil Rose – 18′35
- 11.06 PM
- 11.22 PM
- 11.43 PM
- 00.03 AM
- 00.16 AM (St. Peter’s Day)
4. Subterreans – 6′09
5. Funebre Dea – 3′21
6. The Prophet’s Song – 8′59
7. No Reason Way – 3′19
8. Gates Of Babylon – 7′10
9. Orphic – 10′38
Integrantes:
Sofia Baccini – voz
Sergio Casamassima – guitarras e baixo
Enrico Iglio – teclados
Músico convidado:
Valerio Silenzi – bateria
Resenha:
1. Prologue
Inicialmente Lacrimosa, uma bela parte dos meus ouvidos percebeu isso. Algumas outras influências são percebidas, principalmente as vindas do metal melódico nos teclados de Enrico Iglio.
2. Cassandra
Hum, digamos que o elemento gótico é evidente aqui. Guitarras lá no fundo como se fosse um Antonius Rex moderno.
Os vocais de Sophya Baccini são no mínimo diferentes, climáticos e ‘atormentados’. A bateria, como é de costume no tipo de som em questão é um tanto ‘fake’, como em uma programação ou em uma bateria eletrônica.
‘Cassandra’ tem momentos pesados e momentos totalmente etéreos com vocais falados e teclados que combinam muito bem dentro da composição.
3. Evil Rose
A faixa título do disco é uma pequena história e tem suas partes divididas pelo horário de acontecimento dos fatos.
Muito interessante o início, com vocais e piano, então os elementos vão aparecendo aos poucos, mas sempre em segundo plano. Inclua risadas, o jornal passando na tv e vocais como se tivessem sido tirados de um antigo rádio.
De repente aos 3 minutos a faixa ganha um tom caótico, com um riff estranho, pássaros que cantam e uma ordenada desordem de riffs. A passagem de piano perto do quarto minuto é soberba, digna de qualquer disco Prog dos anos 70.
Mas uma precisa ser dita, o timbre de bateria aqui não chega a atrapalhar, mas se fosse uma bateria mais real, com certeza teria ficado ainda mais interessante do que já é!
As idéias estão todas aqui, guitarras em looping continuo, passagens cheias de clima, ora pesadas ora ‘viajantes’, vocais etéreos e estranhos muitas mudanças de ritmo e mesmo assim a faixa tem um ritmo continuo cativante.
A parte final é no estilo épico, com passagens lentas e cheias de ênfase no momento, como o Genesis costuma fazer em clássicos como ‘One For The Wine’.
Grande faixa!!
4. Subterreans
A quarta faixa vem em total contraponto com a anterior.
Pesada e arrastada como em um Doom Metal Progressivo, no entanto sem brilho, acho que não foi uma boa idéia colocar essa faixa na seqüência de ‘Evil Rose’.
No entanto tem boas passagens no momento do solo de guitarra de Sergio Casamassima.
5. Funebre Dea
Faixa instrumental que mais tem papel de ‘background musical’ do que qualquer outra coisa. Bons climas e uma ótima tentativa de contar uma história sem palavras, no entanto, mais uma vez, o som de bateria literalmente mata a música. Uma pena!
6. The Prophet’s Song
‘The Prophet’s Song’ me traz sentimentos adversos quando soube que foi regravada nesse disco, primeiro porque sou fã do Queen, e o disco em que essa música originalmente foi gravada, o A Night At The Opera (1975) é um dos meus favoritos, sempre adorei a música, cheia de climas e vocais épicos. Segundo porque Brian May (guitarrista do Queen e compositor da música) é brilhante.
O que posso dizer, é uma boa coisa que tenham feito um cover desconhecido, no entanto, quem assim como eu, conhece a versão original não vai conseguir ouvir até o final.
Tudo que a canção original tinha de poderosa foi tirada dessa versão, e as guitarras magistrais de Brian May foram simplesmente ignoradas e regravadas com timbres sem nenhum brilho. E os vocais, soam pálidos e sem vida.
O que mais posso dizer?! Esqueça essa versão! Poucas são as bandas (ou nenhuma) que poderiam fazer boas versões de músicas do Queen na minha opinião.
7. No Reason Way
Faixa com um som completamente diferente. Tanto em timbres quanto ao clima, me parece que foi gravada em outro estúdio e com outro equipamento. Tem um tom mais vívido, mais real!
Uma bonita balada regida pelo piano e dessa vez Sophya brilha nos vocais. Definitivamente a banda deveria olhar mais pra essa direção no futuro, uma mistura de ‘Evil Rose’ e ‘No Reason Why’ seria ótima.
8. Gates Of Babylon
Mais uma versão no disco, dessa vez de uma faixa do Rainbow, do disco Long Live Rock ‘n’ Roll (1978). E mais uma vez devo dizer, eles não deveriam mais fazer isso, toquem as canções ao vivo, é sempre bom que bandas autorais toquem músicas de seus artistas preferidos, mas nos dois casos aqui não se adiciona nada ao disco, pelo contrário, o que é triste, pois são duas grandes músicas.
9. Orphic
A faixa de encerramento de Evil Rose (2008) vai na mesma onde de ‘No Reason Why’ porém sem aquele som distinto do qual eu havia comentado.
O clima está aqui, mas no final das contas acaba se tornando um pouco repetitivo.
Não é um grande álbum, mas tem bons momentos como a faixa título, recomendado para quem gosta do som gótico e de viagens musicais.