
Resenha: Diego Camargo
Nota: ![]()
Quarto Sensorial
Quarto Sensorial EP
2009
Independente/Digital
Faixas:
1. Baile Do Manicômio – 4’08
2. Do You Wanna Funk With Me? – 3’48
3. Candombaião – 5’51
4. Toporaí – 4’54
5. [Crisálida] – 10’02
Integrantes:
Carlos Ferreira – guitarras/violões e soundscapes
Bruno Vargas – baixos
Martin Estevez – bateria/percussão e didgeridoo
Músicos convidados:
Thiago Marques – teclados na faixa 2
Resenha:
01. Baile No Manicômio
Pra começar a idéia da música já é pra lá de ótima, ‘Baile No Manicômio’, achei genial!!
O grupo é bom, e já de cara referências claras ao Rush. Baixo slap, ritmo frenético de bateria e um groove que te faz balançar a cabeça.
Aos 2 minutos a faixa se torna mais calma e brasileira, extremo bom gosto na escolha dos timbres e na execução. Carlos Ferreira manda bem nas guitarras e violão! Aliás, a banda é um caso a parte. Bruno Vargas (baixos de 4 e 5 cordas/fretless), Martin Estevez (bateria/percussão e Didgeridoo) e o próprio Carlos são músicos extremamente competentes.
02. Do You Wanna Funk With Me?
Como o nome também evidência um funk cadenciado cheio de balanço e muito gostoso de ouvir.
03. Candombaião
A influência brasileira aparece novamente em ‘Candombaião’, normalmente eu não acho isso muito interessante, pois a maioria das bandas/músicos que trabalham com música instrumental no Brasil acabam caindo nesse terreno. Mas não é que temos uma faixa interessante? Excelente solo de guitarra, virtuoso sem ser idiota, como normalmente ouvimos. Como se não fosse bastante temos também um solo de baixo de extremo bom gosto!
04. Toporaí
‘Toporaí’ tem uma base melódica cativante e melancólica, cheia de sons e pequenas ‘estranhezas’. Mas ao mesmo tempo é uma faixa energética e vibrante.
Interessante a maneira com que o grupo constrói suas melodias e harmonias de maneira que o som seja cheio, mesmo com ‘apenas’ 3 componentes.
05. [Crisálida]
A última faixa do EP virtual da banda é também a mais Progressiva de todas. O início já nos mostra isso, as camadas de guitarra como nas bandas de Post Rock (herança direta de The Edge do U2), a percussão calma e envolvente, o baixo marcante e preciso. Tudo isso nos remete a atmosfera mais que certa.
Pouco depois dos 6 minutos um súbito solo de bateria vem a tona, quebrando um pouco o clima da faixa. É quando aos 7 minutos e meio o clima oriental volta aos nossos ouvidos e somos praticamente hipnotizados pela faixa.
Assim como o EP começa ele termina, com o som de uma caixinha de música.
Surpresa?! Mais que surpresa, uma banda extremamente bem ensaiada, com uma gravação impecável (fato que estraga mais da metade das bandas que vem até mim, a má gravação), musicalidade afiada e instrumentistas virtuosos sem se perder e gastar as notas em ‘lugar nenhum’ dentro das canções.
Prestem atenção nesse grupo!!!