
Resenha: Jefferson A. Nunes
Nota: ![]()
Banda: Rubycone
Disco: Pictures For Susceptible Housewives
Ano: 2009
Selo: Mals
Tipo: Estúdio
Faixas:
1. It’s All About Fashion – 3’40
2. And The Perfect Yellow Walls Would Show You The Magic – 4’01
3. Midnight Broken Heart – 1’22
4. Children And Funny Earthquake – 2’51
5. Fisherman’s Story – 4’06
6. Vikings Love Horses – 3’57
7. Cry, Baby, You Are A Machine – 3’28
8. Porcupine Tree Alone – 1’23
9. Don’t Stop, Michael – 3’41
10. Downhill On The Bike – 3’31
11. When The Rain Is Over I’ll Say To You Hasta La Vista – 6’48
Integrantes:
Roma “Romones” – guitarras
Nikita “Primus Man” – bateria
Stas “VStas” – baixo
Stas “Norfeus” – guitarras
Resenha:
1. It’s All About Fashion
Tirando o nome da banda e a nacionalidade inusitada, o que temos aqui é um Prog Metal instrumental de alta qualidade, com bastante influência do Post Rock de bandas como Green Carnation e OSI.
Inicia com vozes de um bar, seguido de um riff pesado baseado em um dedilhado. Por volta de 1:02 surge uma divisão entre guitarra solo/base, que irá definir o tom do restante da música. Os As notas agudas distorcidos em certas partes trazem um som dissonante, mas agradável. Em 3:14, a banda para, e lick’s realizados pelas duas guitarras surgem por pouco tempo, com a entrada da bateria e do baixo logo em seguida, concluindo a composição.
2. And The Perfect Yellow Walls Would Show YouThe Magic
Um solo de grande velocidade abre a faixa, acompanhado em seguida por uma base de grande peso. Com tempos meio loucos, pára em 2:01, quando começa aquele que eu considero o melhor dedilhado do álbum, muito profundo e mais longo, acompanhado por uma batida espetacular. Em 2:55 volta o peso, com um solo de muita pegada e várias texturas. Mais riff’s dissonantes enceram a música.
3. Midnight Broken Heart
Um belo dedilhado acompanhado por um solo de violão muito bom “controlam” essa faixa pequena, mas de grande qualidade. Eu acredito que ela funcionasse melhor como um interlúdio para uma composição mais longa, mas deixa pra lá…
4. Children And Funny Earthquake
Começa com um lindo dedilhado, que logo abre espaço para um riff extremamente pesado. Lick’s intrincados e Power Chords oitavados, acompanhados por uma base de qualidade dão o tom da faixa. Um belo dedilhado se inicia em 1:27, dando espaço em seguida para um riff muuuito pesado sem acompanhamento da banda, e a entrada de um solo pequeno em seguida. Possui mais um dedilhado em 2:16, com um belo solo de guitarra distorcida ao fundo, que encerra a composição.
5. Fisherman’s Story
Belas linhas de guitarra abrem espaço para um solo muito bom, acompanhado pela melhor base do disco. Em 1:14 apenas o baixo e a bateria seguram a música, e são seguidos de mais belas linhas melódicas de guitarra. Solos excelentes são tocados à partir daí, intercalando riff’s excelentes e muuuito pesados. O trecho do início volta em 3:30, encerrando a composição.
6. Vikings Love Horses
Mais uma bonita linha melódica de guitarras abre a faixa. Um dos riff’s mais pesados do disco entra em seguida, com lick’s de notas dissonantes tocadas ao fundo. Mescla dedilhados em algumas partes, e as partes pesadas fazem você sentir vontade de balançar a cabeça. A partir de 3:03, os melhores riff’s do disco aparecem, lembrando um pouco Dream Theater.
7. Cry, Baby, You Are A Machine
Uma mulher fala uma frase, e uma batida mais rápida serve de base para linhas melódicas “estranhas”, que lembram bastante sons indianos. Em 0:49 começam lick’s impressionantes, realmente muito bem construídos. A música segue por várias mudanças até 2:20, quando começa um dedilhado meio dissonante, que, como a parte inicial, lembra sons indianos. Mais uma parte pesada encerra a composição.
8. Porcupine Tree Alone
A música mais bonita do disco? Possivelmente. É baseada em dedilhados e linhas melódicas de violão, bastante influenciados pela música clássica, com vozes falando ao fundo. Em certas partes lembra também a música espanhola, em um crescendo musical impressionante.
9. Don’t Stop, Michael
Mais dedilhados, mas dessa vez com o baixo dedilhando também, realmente muito bom. O peso entra em 0:46, com riff’s mais “secos” e sem muitas “frescuras”. É uma das poucas a possuir solos dos dois guitarristas tocando juntos. Em 1:42 o dedilhado do início volta, dando um belo contraste com as partes pesadas anteriores e posteriores. Termina calma como começou.
10. Downhill On The Bike
Riff’s um pouco mais simples abrem a faixa, tendo em seguidas um riff com Power Chords oitavados muito bom. A faixa intercala dedilhados muito bonitos com partes mais pesadas, como se tivesse estrofes e refrões. Tem um riff extremamente macabro em 2:54, que lembra bastante o Death Metal.
11. When The Rain Is Over I’ll Say To You- Hasta La Vista
Começa com dedilhados extremamente bonitos feitos em um violão, com o barulho de chuva ao fundo. Rivaliza com a música Porcupine Tree Alone na beleza, com linhas melódicas incríveis. Porém tem um clima que lembra mais a improvisação, com o barulho de chuva dando um tom todo especial à faixa. Os violões param em 2:26, com apenas o barulho de chuva imperando.
Então, em 5:16, um diálago entre uma mulher e um homem aparece, com os violões voltando em 5:41. A bateria faz uma entrada espetacular, e em 6:10 o solo mais bonito do disco aparece. Após ele, um riff pesadíssimo aparece, com o solo continuando em seguida. Um belo final para o álbum…
A única crítica que tenho à banda é ao tamanho das composições. Não que tamanho seja sinônimo de qualidade, mas o clima das composições parece ser sempre introdutório, e quando o clima musical parece que vai “explodir” em uma melodia mais ampla, a música acaba, deixando o ouvinte desapontado.