Rush – 2112 (Resenha Jefferson A. Nunes)


Resenha: Jefferson A. Nunes

Nota: 

Banda: Rush
Disco: 2112
Ano: 1976
Selo: Mercury
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. 2112 – 20’34
I) Overture
II) Temples Of The Syrinx
III) Discovery
IV) Presentation
V) Oracle: The Dream
VI) Soliloquy
VII) The Grand Finale
2. A Passage To Bangkok – 3’34
3. The Twilight Zone – 3’18
4. Lessons – 3’51
5. Tears – 3’32
6. Something For Nothing – 3’59

Formação:
Geddy Lee – voz e baixo
Alex Lifeson – guitarras e violão
Neil Peart – bateria e percussão

Músico convidado:
Hugh Syme – mellotron na faixa 5

Resenha:
01. 2112
I) Overture
Disco que consolidou o estilo da banda, e mostrou um Rush mais maduro em comparação com os álbuns anteriores. Demonstrou também a independência da banda em relação aos críticos, que consideravam suas músicas longas demais e pouco comerciais. Só foi aceito pela gravadora pela maioria das músicas serem pequenas, com exceção de ’2112′, grande épico que se tornou um grande clássico da banda.
Na minha opinião uma das maiores obras-primas de todos os tempos, um álbum absolutamente impecável, que tem por início uma das músicas mais perfeitas já criadas.
Começa com um tema instrumental super inspirado, cheio de mudanças e texturas diferentes. O baterista Neil Peart mostra toda a sua técnica, e o guitarrista Alex Lifesson faz um solo pequeno.

II) The Temples Of Syrinx
Parte bastante pesada, com riff’s F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O-S, e uma construção melódica de tirar o fôlego. Geddy Lee apresentasse no seu ápice vocal, apresentando agudos super desafiadores, o que enriquece mais ainda a melodia.

III) Discovery
Parte bem interessante, que começa com o guitarrista Alex Lifesson representando o rapaz da história aprendendo a tocar violão. Aos poucos, vai tomando forma, iniciando com um dedilhado e depois se transformando em uma música pesada, que mescla partes acústicas com um refrão pesado.

IV) Presentation
É engatada na outra, e segue o mesmo esquema de estrofes plácidas em contraste com refrões pesados. Então, em 12:59 eclode um solo I-N-C-R-Í-V-E-L, cheio de Wah-Wah e velocidade, com muita agressividade, pegada e harmônicos artificiais. Realmente um solo impecável.

V) Oracle: The Dream
Começa com um dedilhado bem bonito, entrando em uma parte mais pesada depois, cheia de Power Chords e vocais desafiadores. É menor, não tendo solo, e terminando de forma abrupta.

VI) Soliloquy
Minha parte preferida na música. Começa com um belo dedilhado, acompanhado por uma linha vocal mais introspectiva. Então, em 16:54 entra o peso, com uma linha vocal impecável, extremamente introspectiva e de arrepiar, sendo seguida por um solo F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O, de gelar a espinha, com uma evolução que entorpece o ouvinte, e que deixa-nos com a sensação de que uma tragédia iminente está por acontecer.

VII) Grand Finale
O nome do final da música não podia ser mais apropriado. É bem mais pesada e rápida, com riff’s pesados e linhas de baixo de grande complexidade, além, é claro, de uma batida impecável de Neil Peart. Cresce em volume até 20:05, quando uma voz extremamente macabra diz: “We Have Assumed Control”, representando o momento em que os rebeldes perdem a batalha e os seres mágicos que apareceram no sonho do protagonista retomam o poder do planeta. Deixa um clima denso e pesado, encerrando de forma magistral esse petardo. Lindo!

02. A Passage To Bangkok
Música em sua maioria pesada, que tem várias texturas. O guitarrista Alex Lifesson intercala riffs em cordas graves e agudas, e faz seqüências de notas nos refrões, que são bem embalados e viciantes. Tem arranjos orientais em duas partes da música. Tem um solo com muita pegada e feeling.

03. The Twilight Zone
Tem um solo pequeno de introdução nas cordas agudas, que se repete após os refrões. As estrofes são compostas de um dedilhado calmo, que passa por diferentes texturas, hora sendo dedilhado, hora sendo tocado na forma de acordes antes do refrão, que é composto por um dedilhado diferente, mais obscuro, mas bem interessante. Tem um solo calmo, mas que tem bastante pegada, com vários harmônicos artificiais. É bem interessante e introspectivo.

04. Lessons
As estrofes são compostas de acordes acústicos tocados em um ritmo dançante. O refrão é bem pesado, e tem dois momentos. No primeiro, apenas acordes acompanham o vocalista e baixista Geddy Lee, e no segundo, um solo acompanha a voz. É seguido por um solo, que também é feito no 2º refrão. Os solos são rápidos, com vários harmônicos artificiais e bends.

05. Tears
Começa com um dedilhado calmo, que dá a impressão de tristeza. Ele se transforma em acordes, que vão sendo intercalados com dedilhados, e linhas melódicas de grande beleza. O vocal calmo e lento mostra outra faceta de Geddy Lee, e é extremamente bonito. Não tem solo.

06. Something For Nothing
Como as músicas anteriores, começa com um dedilhado bem interessante, que serve de base para a primeira estrofe. Tem um refrão pesado e as partes seguintes são compostas por Power Chords pesados. Depois do primeiro refrão há um solo de muita pegada, que intercala velocidade e notas mais lentas, e depois há outro solo que acompanha o último refrão. É uma música muito bonita, e encerra de forma magistral esse grande álbum.

One comment to Rush – 2112 (Resenha Jefferson A. Nunes)

  1. Alexandre Gomes disse:

    o fim de 2112 ta errado, o tourbook da turne mostra o fim da historia, o rebeldes invadem o templo de syrinx e desmembram padre brown…

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