
Resenha: Diego Camargo
Nota: ![]()
Sleepwalker Sun
Sleepwalker Sun
2005
Masque Records
Faixas:
1. Blindfold – 14’25
2. Bring ‘Em – 7’14
3. Sleepwalker Sun – 7’53
4. Dead Flowers – 8’13
5. Russian Roulette – 8’03
6. Jalen’s Eyes – 4’43
7. Nocturnal – 9’54
Integrantes:
Giana Araújo – voz
Luiz Alvim – teclados/guitarras/letras e vocais
Francisco Falcon – baixo e violões
Rodrigo Martinho – bateria
Músicos convidados:
Leandro Leg Furtado – guitarra nas faixas 2,4,5 e 7
Fabio Montserrat – guitarras nas faixas 2,3,4,5 e 7
Alex Martinho – guitarras nas faixas na faixa 3
Ricardo Marins – guitarras na faixa 1
Marcus Viana – violino nas faixas 1 e 6
André Mello – teclado na faixa 7
Fabio Guerrero – vocais nas faixas 1 e 5
Ricardo Aguiar – vocais na faixa 7
Gustavo Paiva – letras nas faixas 3,5 e 7
Marcos Eichler – letras nas faixas 2 e 4
Flávio Machado – letras na faixa 1
Resenha:
1. Blindfold
O Metal Progressivo do Sleepwalker Sun começa calmo e sereno, sendo guiado pela voz de Giana Araújo.
Depois do momento calmo inicial o peso entra em cena, dessa vez os vocais são divididos com Luiz Alvim, uma grande surpresa dessa faixa é o violino de Marcus Viana marcando presença, e muito bem.
A faixa é forte, bem gravada, complexa e inteligente. É comum ouvir bandas de Metal Progressivo que se equivocam em seus arranjos e timbres. Definitivamente não é o caso aqui.
Na segunda metade da faixa, depois de uma parada, o teclado de Luiz se faz presente junto do solo de baixo de Francisco Falcon, as pesadas de guitarras nessa 1ª faixa são de Ricardo Marins.
Belíssima faixa, todos os elementos estão bem colocados, unidos e bem arranjados. 14:24 minutos de puro deleite musical.
2. Bring ‘Em
A faixa tem como componente principal o violão tocado pelo baixista Francisco, junto com o teclado e o vocal de Giana, é assim que os versos se desenrolam. O refrão é pesado e coeso.
Na parte final o ritmo muda, fica rápido e quebrado, uma espécie de espiral sonoro, os solos são de Fabio Montserrat.
3. Sleepwalker Sun
A música que dá nome ao disco e à banda inicia com o baixo de Francisco em acordes e os teclados de Luiz construindo camadas. Quando a guitarra e a bateria entram o som se torna denso por um um tempo e volta a ficar calmo quando o vocal começa.
O refrão é ‘torto’, letra e melodia não se encaixam propositalmente.
O disco está repleto de convidados, especialmente nas guitarras, na faixa-título o responsável pelos solos é Alex Martinho, logo seguido de um solo de sintetizador e o refrão novamente.
O final têm uma série de vocais ‘estranhos’.
4. Dead Flowers
Balada com voz e piano, somente no 2º verso há mudanças, verso em várias vozes, um ritmo quebrado e muito interessante e um vocal cheio de efeitos.
O refrão é bem melódico mas ‘dentro do padrão sonoro’ da banda.
Os solos de guitarra da faixa são de Leandro Leg Furtado.
Um interessante solo de baixo também se faz presente um pouco antes do último refrão. Completo.
5. Russian Roulette
Esse começo me lembrou Dream Theater, o que não é um problema pois o Sleepwalker Sun têm originalidade e a banda americana é a maior, e de certa forma precursora, do estilo.
Só achei que o grupo abre muitas concessões aos vocais, dessa maneira, toda vez que um verso é cantado a música ‘acalma’, perde o peso, que só volta nos refrões, acaba virando uma fórmula e pode cansar o ouvinte.
6. Jalen’s Eyes
Ao piano começa essa canção, por sinal a mais curta do disco, e o excelente violino de Marcus Viana aparece por um breve momento, mas volta ao decorrer da música.
Giana deu uma bela interpretação à canção, que é bem bonita por sinal!
7. Nocturnal
Tá aí uma coisa que eu gosto e que poderia ser usada mais vezes, trechos de conversas de uma série de pessoas diferentes, essa idéia também foi muito usada por bandas como Pain Of Salvation e Dream Theater, e as clássicas bandas como Pink Floyd.
Nocturnal traz algumas diferenças como o cravo (um dos muitos tipos de teclados existentes) e a guitarra fazendo papel de um violão clássico.
Os solos da faixa (dessa vez de teclado) ficaram por conta de André Mello (Tempus Fugit).
Um bom disco, bem acima da média dentro do estilo, já ouvi muitas bandas de Metal Progressivo aqui no Brasil, mas elas estão sempre equivocadas na minha opinião, principalmente com vocais e teclados. Nesse caso temos um ótimo exemplo de como fazer um bom disco de Metal Progressivo.
Vo atras desse disco, CERTEZA!!! rs