Taylor’s Universe – Return To Whatever (Resenha Diego Camargo)


Resenha: Diego Camargo

Nota:   

Banda: Taylor’s Universe
Disco:
 Return To Whatever
Ano: 2009
Selo: Mals
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Mooncake – 6’44
2. July 6th – 7’33
3. Haunted Yellow House – 4’21
4. The Atlas Clock – 5’22
5. Earth – 7’16
6. Pink Island – 7’39
7. Mooncake – Reprise – 5’35

Integrantes:
Robin Taylor – teclados/guitarras e percussão
Michael Denner – guitarras
Carsten Sindvald- saxofones
Klaus Thrane – bateria
Flemming Muus Tranberg – baixo
Pierre Tassone – violino
Tine Lilholt – harpa e flauta
Louise Nipper – vocais

Resenha:
1. Mooncake
O começo é promissor, e logo de cara o timbre extra grave do baixo de Muss já se faz notar.
Logo que os teclados entram em cena não é difícil dizer quem é o nome por trás das teclas, o próprio Robin Taylor. Um detalhe bem interessante é o fato do saxofone ser usado na composição, porque normalmente ele é usado de outra forma dentro de um arranjo como esse, ponto para Carsten Sindvald.

2. July 6th
Essa introdução robótica me lembrou ‘Abbadon’s Bolero’ do Emerson, Lake & Palmer presente no disco Trilogy (1972). Uma única nota que cresce até chegar no clímax!
Nessa segunda faixa Robin tomou conta da situação, é dele as guitarras que cortam a faixa ao meio, os teclados ao fundo, a percussão esporádica e o baixo fretless que marca toda a música.
Junto à ele estão Carsten Sindvald ao saxofone dando toques e sabores ao som, Tine Lilholt tocando uma tímida harpa e o baterista Klaus Thrane que nesta faixa apenas acomapanha tudo de perto.
Hipnótica do começo ao fim.

3. Haunted Yellow House
Forte! Não me refiro ao peso em um sentido Heavy Metal, e sim a força da música em si. Mais uma vez belíssimo o saxofone de Carsten Sindvald na introdução.
Os ‘vocais’ são por conta dos violinos de Pierre Tassone.
A parte central da música é enigmática, somente alguns componentes ficaram, alguns efeitos e nada mais.
É quando, do meio do nada, a bateria forte de Klaus Thrane reaparece e os teclados de Robin tomam conta das melodias, dessa vez um pouco mais festivas.
Belíssimo saxofone!

4. The Atlas Clock
Essa me lembrou Dave Matthews Band, o que é ótimo, pois é uma ótima banda também.
Um pouco de jazz mas com um violino ‘caipira’. Enquanto a bateria marca como o relógio que dá título à música e o saxofone ‘canta’.
No meio da faixa uma estranha mistura com efeitos até desabar em um ‘temporal musical’, a calmaria depois da tempestade vem com o som dos sapos.
Outra faixa acima da média!

5. Earth
‘Earth’ tem cara de ‘clássica’ música de côrte, Renascença, boa parte culpa da flauta de Tine Lilholt, e claro, pelo piano de Robin.
Incrível como de repente, quando menos se espera a faixa muda completamente, e o que seria a faixa mais fraca do disco até então se transforma em um Jethro Tull ‘vitaminado’ e forte. Impressionante!

6. Pink Island
Parece uma continuação natural da faixa anterior. Michael Denner (guitarras) não aparece muito durante o disco preferindo trabalhar dentro da sonoridade do grupo, mas aqui sua guitarra soa natural, melódica e rumo a perfeição.
Diria que ‘Pink Island’ segue na linha do Krautrock alemão, bases simples e hipnóticas enquanto um mar de sons e efeitos sobre o ‘bolo’, sem esquecer um toque de Blues.

7. Mooncake – Reprise
Acho que foi uma ótima maneira de encerrar o disco, uma grande faixa de abertura e boa também como encerramento.

Grande surpresa! Já está na minha lista de ótimos discos da década.

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