Resenhas Trem Do Futuro


Trem Do Futuro

1995 - Trem Do Futuro

Trem Do Futuro
1995
Progressive Rock Worldwide

4 Estrelas

Faixas:
01. Vagão 1/Réquiem Da Louca – 6′22
02. Mental Física – 4′30
03. Revolução Das Flores – 5′05
04. Labirinto/Dança Dos Lírios – 5′33
05. Bivar – 3′43
06. Moksha – 3′24
07. Sila – 4′57
08. O Anjo – 6′53
09. A Louca – 6′05
10. Entreé – 0′54

Áudio:

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Integrantes:
Paulo Rossglow – voz
Gilmar Moura – teclados
Marcelo Macedo – guitarra
Marcos Bye Bye – bateria
Jomar Sergio – baixo
Ulisses Germano – flauta

Resenha:

01. Vagão 1 – Réquiem Da Louca
Um belo início, um tanto Genesis em seus teclados, e um tanto Jethro Tull em suas flautas.
Uma bela quantidade de riffs e melodias bem ousadas até. Essa foi a primeira parte Vagão 1, iniciando o Trem.
Na segunda parte os vocais foram o que mais me surpreenderam, muito bons, normalmente o vocal estraga tudo nas bandas nacionais.
As guitarras são bem interessantes também, sem uma base muito fixa, meio solta ao vento. A não ser, claro, em suas partes solo.

02. Mental Física
Bom início, a banda investe forte em boas introduções com bons riffs e muitas conversões.
Quase uma continuação da primeira faixa. Mas por aqui quem manda mesmo é a flauta e o teclado.
Um pouquinho de Bacamarte aqui, um pouco também de Espiritu acolá…
Belo instrumental.

03. Revolução Das Flores
Gosto da maneira com que compuseram as letras do disco, muito boas por sinal.
O violão insistente no fundo faz um contraponto aos teclados e ao baixo.
O ponto alto da faixa (e da banda também) são as flautas.

04. Labirinto – Dança Dos Lírios
A banda investe forte também nos temas instrumentais, um dos destaques é o batera Marcos Bye Bye, com suas viradas.
Algumas guitarras aqui, uma porção de teclados (Gilmar Moura) e flautas (Ulisses Germano) em comunhão. Isso tornas as faixas bem interessantes.

05. Bivar
Pois como eu disse, o vocal é bom, muito bom por sinal, com raras exceções as bandas mais novas erram feio nos vocais, as exceções são o Octohpera, o Trem Do Futuro e o Eclipse.
Marcelo Macedo na guitarra está sempre presente com suas guitarras a la Steve Hackett.
E Gilmar quase comandando a direção sonora nos teclados.

06. Moksha
Um começo forte! Com aquelas famosas concessões e um belo solo de Jomar no baixo, até então meio sumido.
Seguem num mesmo rumo, como um… Trem (sábia dedução, risos).
Baixo e bateria seguram as pontas, o teclado faz a base sonora, a guitarra destila veneno e a flauta aparece em sábios momentos e em pequenas partes climáticas.
Só acho que as partes vocais deveriam ser maiores, não sei porque mas as bandas nacionais fazem mais de 60% de seus discos com temas instrumentais.

07. Sila
Até seus dois minutos a faixa segue numa atmosfera calma que serve de passagem para a história contada por Paulo Rossglow.
Na próxima parte uma louca seqüência acelerada. E isso dá direito à solo de baixo.
Dando espaço novamente para o tema inicial, mas com os teclados ainda mais pungentes. E a história de Sila é contada, devagar, aos prantos, com emoção.

08. O Anjo
Um tema belo, com passagens grandiosas de flauta, violão como acompanhamento, baixo grave e marcado.
As linhas de bateria mesmo estando em temas 4/4, normalmente são quebradas em seus ritmos e viradas, o que dá uma sensação boa aos ouvidos.
Vocais presentes por poucos momentos, volta os fraseados, voltam os vocais, dessa vez com mais ênfase a história que é contada.
Enquanto os vocais são cantados por Paulo a flauta de Ulisses é onipresente entre as frases. E os fraseados de guitarras também são constantes.
Aos 4 minutos o tema se torna um pouco mais alegre durante alguns instantes, e o final é daqueles que vai crescendo em melodia. Boa letra!

09. A Louca
Faixa mais acústica, com levada de violão e teclado, flauta como ‘enfeite’. Uma quase seresta!
Pouco depois do primeiro minutoa banda toma emprestada um levada um tanto Jethro Tull para compor uma melodia enigmática/forte. Guitarra ao fundo, mas sempre presente.
O solo de guitarra é levado pelo mesmo tema ‘Tullniano’ (risos). Tudo retratando a história da ‘Louca’ que em algum momento desapareceu nos tempo temporal/atemporal da vida.

10. Entreé
O tema final do disco é feliz.
Uma melodia ensolarada com melodia alegre. Acho que pra deixar pra trás qualquer possível rastro ruim.

Uma bela surpresa, de um país sem tanta tradição em Rock Progressivo nos anos 90, ainda mais vindo do Nordeste. Muito bom!

Texto: Diego Camargo


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