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Resenha: Jefferson A. Nunes
Nota: ![]()
Banda: Yes
Disco: Yes
Ano: 1969
Selo: Atlantic
Tipo: Estúdio
Faixas:
1. Beyond And Before – 4’50
2. I See You – 6’33
3. Yesterday And Today – 2’37
4. Looking Around – 3’49
5. Harold Land – 5’26
6. Every Little Thing – 5’24
7. Sweetness – 4’19
8. Survival – 6’01
Formação:
Jon Anderson – voz
Chris Squire – baixo e vocais
Tony Kaye – teclados
Bill Bruford – bateria
Peter Banks – guitarra
Resenha:
1. Beyond And Before
Geralmente costumo ouvir as bandas na ordem cronológica dos lançamentos, por que acho que assim consigo ter uma noção melhor da evolução dos músicos com o passar do tempo. Pois bem. Não conhecia nada de Yes há alguns meses e comecei com a banda do início, como deve ser.
Coloquei o o primeiro disco, de 1969, pra rodar sem saber muito bem o que esperar. E nas primeiras notas tocadas gostei do que ouvi.
A música começa com uma nota de guitarra tocada de forma repetida, e que, apesar da simplicidade, surpreende pelo resultado obtido. É seguido de uma melodia cheia de vocais sobrepostos (algo comum no som da banda) que apesar de ainda ter um tom ingênuo já mostra os moldes do que o Yes e o Rock Progressivo de uma forma geral iriam se tornar alguns anos depois.
O refrão é “pegajoso”, com melodias fantásticas, mais influenciadas por uma guitarra tocada com grande profissionalismo e suingue, e que, mesmo sem recursos de Distorções já mostram um som pesado e dinâmico.
2. I See You
Que baaaaita som! A levada rápida do início, que eu achei mais parecida com um Jazz, dá lugar a uma composição mais plácida nas estrofes, e pesada e pulsante nos refrões. Tem solos muito bons de guitarra, como o que começa em 2:24, e que já mostram o imenso bom gosto dos músicos.
O segundo solo dá uma acalmada na música, deixando ela mais parecida na batida com um Jazz tradicional, clima esse que dura até 4:51, quando um solo de maior agressividade começa, transformando a música quase em um Hard Rock. Pra mim é a melhor do disco indiscutivelmente.
3. Yesterday And Today
Extremamente calma, é mais voltada para o vocal suave de Jon Anderson. É acompanhado por lindas linhas de piano e por um violão preciso. Permanece assim durante toda a composição, tendo uma linha de piano mais proeminente no final.
4. Looking Around
Pesada e pulsante, o som tem bastante influência dos teclados “martelados” de Tony Kaye, embora a guitarra seja de grande importância na formação do instrumental pesado. O baixista Chris Squire também se destaca muito bem. Termina de forma abrupta.
5. Harold Land
Segue o estilo das anteriores, mas com mais ênfase para o baixo. Tem partes mais obscuras nas estrofes, dominadas pelos teclados, e que culminam em vocais lentos e bonitos. A guitarra aparece menos, sendo que os teclados assumem a maior parte do som das estrofes. Tem vários momentos e mudanças vocais complexas.
6. Every Little Thing
Um grande destaque do disco, a dinâmica ‘Every Little Thing’ traz uma introdução bem interessante, que evolui até 2:05, quando começam vocais “pegajosos”, com uma melodia bem viciante. Tem solos de guitarra simples mas muito bons, que mostram a habilidade de Peter Banks nas 6 cordas.
7. Sweetness
Extremamente bonita, começa com uma linha de teclado que incorpora um baixo preciso e uma bela linha de violão, dando espaço depois para um vocal muito suave. Segue assim durante todo o tempo, ganhando força nos vocais do refrão, e voltando a ficar plácida nas estrofes.
8. Survival
Começa com uma linha de baixo F-A-N-T-Á-S-T-I-C-A, que traz uma das melhores introduções que já vi: bela, pesada e ao mesmo tempo calma e inebriante. É seguida por uma linha de violão que serve de base para um solo incrível de violão clássico e depois para o vocal suave característico da banda. O refrão é muito bom, e transforma essa música em uma pérola que encerra muito bem o primeiro disco de um dos maiores nomes da música Progressiva de todos os tempos. Linda!

