As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo – Grand Finale

Por Diego Camargo

Chegamos agora ao Grand Finale d’As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo! It’s all over now babe blue.

Nessa parte temos todas as bizarrices extremas e esquisitices de outros gêneros.

CLIQUEM AQUI e aproveitem!

E não esqueçam de visitar todas as outras partes linkadas abaixo:

- Post Explicativo: AQUI
- Prelúdio: AQUI
- Parte 1: AQUI
- Parte 2: AQUI
- Parte 3: AQUI
- Parte 4: AQUI
- Grand Finale: AQUI

As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo – Parte 4

Por Diego Camargo

Chegamos a etapa final da nossa lista, hoje revelo a todos as ’10 Mais’ d’As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo!

Por motivo de força maior junto da Parte 4 hoje eu postaria o Grand Finale também. Mas sabe como é, existe vida fora da internet (risos). Então a parte final será postada amanhã, no sabadão, assim o final de semana fica recheado de sons para os Proggers de plantão pesquisarem.

Então corram para a A Parte 4 CLICANDO AQUI e aproveitem!

Links de referência:
- Post Explicativo: AQUI
- Prelúdio: AQUI
- Parte 1: AQUI
- Parte 2: AQUI
- Parte 3: AQUI
- Parte 4: AQUI
- Grand Finale: AQUI

As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo – Parte 3

Por Diego Camargo

Continuando nossa Epopeia de listar As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo chegamos agora à Parte 3, indo das posições de número 20 até o 11. Gostaria de agradecer todo o feedback positivo sobre as partes já lançadas, seja no Twitter, Facebook ou aqui mesmo nos comentários. Valeu pessoal!

Agora as músicas que não estão completas no Youtube também tem links do Grooveshark pra ouví-las na íntegra, dica da nossa leitora Minea Nunes (@biscoitagem)!

Como prometido serão 4 dias de posts, cada dia com uma parte contendo 10 músicas em ordem decrescente. Amanhã chegamos a reta final!

A Parte 3 está pronta pra ser degustada, CLIQUE AQUI e aproveite!

Links de referência:
- Post Explicativo: AQUI
- Prelúdio: AQUI
- Parte 1: AQUI
- Parte 2: AQUI
- Parte 3: AQUI
- Parte 4: AQUI
- Grand Finale: AQUI

As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo – Parte 2

Por Diego Camargo

Antes de mais nada gostaria de agradecer todo o feedback positivo sobre o Prólogo e a Parte 1 postados ontem. É bacana ver os comentários e o trabalho repercutindo pela web.

Como prometido serão 4 dias de posts, cada dia com uma parte contendo 10 músicas em ordem decrescente.

Hoje temos a parte 2 prontinha pra ser lida/ouvida.

Curiosos pra ver a continuação? CLIQUE AQUI e aproveite!

Links de referência:
- Post Explicativo: AQUI
- Prelúdio: AQUI
- Parte 1: AQUI
- Parte 2: AQUI
- Parte 3: AQUI
- Parte 4: AQUI
- Grand Finale: AQUI

As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo (Prelúdio & Parte 1) – Por Diego Camargo

Por Diego Camargo

Essa semana teremos uma matéria mais que especial aqui no Progshine. Eu cavei fundo no mundo Progressivo para trazer a todos As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo!

Essa lista surgiu de uma discussão a partir do post de nº 75 do Progcast, no qual o grupo Norueguês Green Carnation era o tema (ouça o episódio AQUI) , o segundo disco do grupo Light Of Day, Day Of Darkness (2001) tem uma hora de duração em uma única faixa, daí então resolvi pesquisar um pouco pra fazer uma lista final em uma matéria especial para o Progshine.

Listas são listas e apesar de me chamarem de Progpedia (risos) não conheço tudo que foi lançado, então alguma banda/artista pode ter ficado de fora, apesar de achar que não, qualquer pessoa que quiser colaborar com a matéria é só deixar um comentário com os nomes ou links das bandas.

A matéria ficou enorme, então ela será dividida em 4 partes, 1 por dia até Sexta-feira. No final todas elas poderão ser lidas AQUI.

Já não se aguenta mais de curiosidade? CLIQUE AQUI e aproveite!

Links de referência:
- Post Explicativo: AQUI
- Prelúdio: AQUI
- Parte 1: AQUI
- Parte 2: AQUI
- Parte 3: AQUI
- Parte 4: AQUI
- Grand Finale: AQUI

Ápice Da Ópera-Rock, “Quadrophenia” E “Artur” Ganham Versão De Luxo

Sting em cena de Quadrophenia o filme de 1979

Por Thales De Menezes

Neste fim de ano, duas óperas-rock foram relançadas em versões luxuosas, com CDs duplos, livrinhos e material inédito de bônus.

Ambas são inglesas. Quadrophenia (1973), marcou a volta da banda The Who ao gênero. Quatro anos antes, o quarteto havia lançado, com mais repercussão, Tommy (1969).

O outro relançamento da temporada é Arthur (1969), do The Kinks. Sua versão original saiu em 1969, mesmo ano de Tommy (1969), e durante muito tempo fãs das duas bandas discutiram qual delas era a real criadora do gênero.

Discussão inútil, porque há tempos os estudiosos de rock concordaram que o mérito era mesmo do Nirvana. Não, Kurt Cobain não tem nada a ver com essa história. Ele estava literalmente no berço quando a banda psicodélica inglesa Nirvana lançou, em 1967, o álbum The Story Of Simon Simopath (1967). É quase um sacrilégio comparar a qualidade musical do Nirvana inglês com bandas seminais na história do rock como Who e Kinks.

No entanto, o disco de 1967 já trouxe todas as características que definiriam a ópera-rock: um álbum inteiro contando uma história ao longo de várias canções, com personagens recorrentes. O resultado é irregular. A banda consumia LSD em altas doses quando gravou o disco. E tudo o que produziu depois, até o começo dos anos 70, é muito pior.

O Kinks sempre foi um grupo mais cult do que criador de hits. Assim, sobrou para Tommy (1969) todo o impacto revolucionário da ópera-rock.

O disco ganhou uma versão com orquestra sinfônica e estrelas convidadas, como Rod Stewart, virou filme de sucesso –com Roger Daltrey, vocalista do Who, no papel principal– e, depois, uma peça, que chegou a ser montada no Brasil nos anos 90.

Pela Segunda Vez

O Who voltou ao gênero em 1973. Pete Townshend, líder e guitarrista, quis um argumento menos “maluco” do que o de Tommy (1973). Buscava uma trama mais realista. Então seu foco foram brigas entre gangues de jovens que aconteceram em 1964 e 1965, em Londres e Brighton.

Falando apenas de música, Quadrophenia (1973) é mais poderosa do que Tommy (1969). Faixas como ’5:15′, ‘The Real Me’ e ‘Love, Reign O’er Me’ entram em toda lista do melhor da banda. E eis aqui o grande desempenho do baterista Keith Moon (1946-78).

Quadrophenia (1973) também virou filme, em 1979 –com um jovem Sting posando de bad boy. Depois, originou um musical de teatro, em 2005.

Outros discos são chamados às vezes de ópera-rock, como Ziggy Stardust And The Spiders From Mars (1972), de David Bowie, e Berlin (1973), de Lou Reed. Mas não passam pelo crivo de puristas. Suas canções não têm as ligações quase literárias que sobram em Quadrophenia (1973).

Fonte

Peter Gabriel & The New Blood Orchestra: Magia, Consciência E Confusões No SWU

Por Luiz Gallo
Colaboraram com esta matéria os jornalistas George Erwin e Jonas Souza

Direto do SWU 2011 - Superado o barraco com o Ultrage a Rigor, Peter Gabriel subiu ao palco com a The New Blood Orchestra para proporcionar ao público do palco Consciência um momento especial, diferente de tudo que já aconteceu até agora no festival.

Com efeitos visuais impecáveis nos telões, o cantor fez o primeiro show de caráter social do festival, com importantes influências étnicas, referências indígenas e africanas, tudo isso acompanhado da The New Blood Orchestra, que foi abordada pelo próprio Peter Gabriel como a principal atração do show. Outro fator importante foi o esforço de Gabriel para se comunicar o máximo possível com o público em português, esforço esse que foi reconhecido a todo o momento pelo público.

O show também pode ser considerado o mais “intimista” dos palcos principais do evento, afinal, não havia muitas pessoas acompanhando a apresentação se compararmos com os espetáculos de ontem e até mesmo alguns de hoje, como o do “rival” de Gabriel, Ultraje a Rigor.

Peter Gabriel convocou os espectadores para uma jornada que contou com músicas inéditas para seu público, além de importantes sucessos de sua carreira como ‘Mercy Street’, ‘Solsbury Hill’ e ‘In Your Eyes’.

Antes de cantar ‘Don’t Give Up’, Gabriel pediu a ajuda da jornalista Didi Wagner para mandar uma mensagem para o público, e convocou todo o SWU para mandar uma mensagem para as crianças do Congo, que sofrem com a violência da guerra civil e acabam não voltando para suas casas.

Para tentar minimizar este problema, a filha de Peter, Anna Gabriel possui uma Organização Não Governamental, ‘The Voice Project’, que manda mensagens via rádio na região do Congo direcionada especialmente para as crianças, dizendo que elas são queridas e que precisam voltar para suas casas. Para ajudar no projeto, o cantor fez com que o público gravasse a mensagem “voltem para casa” em congolês, a mensagem será exibida pela ONG nas rádios do Congo.

Para encerrar esta jornada de consiência e música de muita qualidade, Peter Gabriel fez citações à Primaveira Árabe e terminou com ‘Biko’.

Peter Gabriel pede desculpas a Roger por incidente no SWU

Por Lizandra Pronin

Peter Gabriel pediu desculpas a Roger pela confusão durante o show do Ultraje a Rigor, no último sábado, em Paulínia, no festival SWU. No início da apresentação dos brasileiros, técnicos de ambos artistas protagonizaram uma briga de socos e pontapés em cima do palco. O fim do show do Ultraje teve o som cortado pelo empresário de Peter Gabriel.

O músico admitiu sua parte de culpa e emitiu uma nota na qual se desculpou pelo ocorrido. Segundo a nota, devido à forte chuva, as apresentações ficaram todas atrasadas e, numa reunião entre a produção do evento e os artistas, ficou decidido que todos diminuiriam o tempo de suas apresentações. O Ultraje não teria encurtado seu show e então o empresário de Peter Gabriel desligou o som da banda na última música.

Gabriel telefonou para Roger, vocalista do Ultraje a Rigor, a fim de pedir desculpas pelo incidente. Disse não concordar com a atitude do empresário. Mas em nota, reforçou que todos os artistas haviam concordado em cortar 15 minutos de seus shows.

A maioria das pessoas, como esperado, tomaram as dores de Roger Moreira. Mas ainda falta que ele e o Ultraje a Rigor também admitam seus excessos por não terem cumprido o que foi combinado.

Assistam o Peter Gabriel com a música ‘Mercy Street’:

Site
Facebook
Twitter
Myspace
Fonte

Leia outras notícias sobre Peter Gabriel

Primus Leva Virtuosismo Ao Palco Energia Do SWU No Dia 14

A apresentação da banda norte-americana Primus foi bastante diferente do rock cru e direto (Black Rebel Motorcycle Club) ou mais palatável (311) que integrou a programação do Palco Energia, do SWU, nesta segunda (14). O grupo formado pelo baixista Les Claypool, pelo guitarrista Larry LaLonde e pelo baterista Jay Lane mostrou muita competência e deu um show de virtuosismo num show comparável às épicas performances de bandas progressivas nos anos 70.

Como uma “viagem” musical (sugerida pelos dois gigantescos astronautas inflados no palco), começou com “Those Damned Blue-Collar Tweekers” e “Pudding Time”. Impressiona a habilidade de Claypool no baixo. Ao mesmo tempo em que canta, faz uma espécie de malabarismo com os dedos sobre as cordas de seus instrumento, criando riffs poderosos e hipnotizantes — “Como ele consegue cantas e tocar ao mesmo tempo?”, perguntou um fã mais atento na plateia.

Para conseguir os diferentes efeitos em suas músicas, o músico também desfila diferentes modelos do instrumento. Em “Jilly’s On Smack”, usa um baixo acústico como cello; em “Jerry Was A Race Car Driver”, pega um outro com seis cordas (mais utilizado por músicos de jazz); e em “John The Fisherman”, experimenta novo modelo, desta vez com uma alavanca (típico acessório utilizado por guitarristas).

O número mais curioso do show foi a canção “Lee Van Cleef”, em homenagem ao ator norte-americano que estrelou os famosos filmes de faroeste do diretor italiano Sergio Leone, nos anos 60 — imagens de Van Cleef em ação no telão também foram exibidas.

Para os menos iniciados na obra do Primus, o show pode parecer bizarro ou “difícil” (muito em função das letras nonsense, dos ritmos qubrados e dos vocais esquisitos de Claypool). Mas a destreza do baixista em seu instrumento e a naturalidade com que o toca, valem o espetáculo.

Não pôde ir ao show? Veja abaixo o show completo que foi transmitido pelo canal a cabo MultiShow:

Site
Myspace
Facebook
Twitter
Fonte

Leia outras notícias sobre o Primus

Pink Floyd E O The Dark Side Of Oz – Mito Ou Verdade?

Por Diego Camargo

Muito já foi dito sobre esse ‘mito’. Se você leitor não o conhece, aqui vai: Diz-se que ao rodar o filme ‘O Mágico De Oz’ com o famoso The Dark Side Of The Moon (1973) da banda inglesa Pink Floyd como trilha sonora, tem-se um casamento perfeito entre som e imagem, como se fosse sido propositalmente gravado como uma trilha sonora secundária ao filme. Existem inclusive DVDs piratas com essa sincronia pronta.

Pink Floyd em 1973

Ao longo dos anos muita coisa foi adicionada ao mito e muita gente acaba ‘viajando’ mais do que deveria ao falar sobre o assunto. Mas a verdade é que a grande maioria das pessoas NUNCA fez o experimento em casa, mesmo assim fala como se fosse uma verdade indubitável.
A banda oficialmente já desmentiu o fato diversas vezes a ponto de ficar chato e ridículo fazer uma pergunta dessas. Uma vez David Gilmour respondeu: “Algum cara com muito tempo livre teve essa idéia de combinar O Mágico de Oz com The Dark Side Of The Moon (1973) e virou esse mito“.

O Mágico De Oz e a estrada de tijolos amarelos

Esse que vos escreve já tentou sim, fazer o experimento em casa, com os objetos que nos dias de hoje parecem tão velhos, VHS e CD. E como todos aqueles que também já tentaram em casa, percebi que era uma missão ‘quase’ impossível. Era realmente complicado mesmo seguindo os ‘guias’ de internet, sim, existem guias bizarros pra isso (como ESSE).

Pink Floyd em 1972

A lenda urbana diz que é necessário colocar o filme, abaixar o volume completamente e no momento que o famoso leão da Metro-Goldwyn-Mayer (na versão em que ele aparece em preto-e-branco) der o terceiro rugido dar play no The Dark Side Of The Moon (1973) e continuar o tocando em loop até o final do filme, então ‘eventos mágicos’ serão apresentados a você.

The Dark Side Of The Oz, DVD pirata

É verdade que alguns pontos nos chamam atenção quando assistimos o filme dessa maneira, como:

- No verso ‘balanced on the biggest wave’ (balançando na maior onda) de ‘Breath In The Air’ é cantado justamente quando Dorothy está se equilibrando numa cerca e ‘On The Run’ começa quando Dorothy cai da cerca.
- Dorothy olha ao seu redor justamente quando o verso ‘look around’ (olhe ao redor) é cantado.
- Totó (o cachorro) aparece rindo para Dorothy quando a risada é ouvida no disco.
- As palavras Past, Present and Future (Passado, presente e futuro) podem ser lidas numa placa fora da casa do adivinhador durante o solo de ‘Time’ (Tempo).
- O adivinhador diz a Dorothy que ela precisa ir para casa justamente quando o verso ‘home, home again’ (em casa, em casa novamente) é cantado.
- Quando o tornado começa a tomar forma, a música muda para ‘The Great Gig In The Sky’ (O Grande Espetáculo No Céu).
- ‘Money’ começa justamente quando o filme fica colorido.
- A bruxa malvada aparece exatamente nas palavras ‘black, black’ de ‘Us And Them’.
- A parte ‘And who knows which is which and who is who’ (e quem sabe qual é qual e quem é quem?) é cantada quando a boa bruxa está explicando a Dorothy que existem duas bruxas malvadas – a do leste e a do oeste.
- As palavras ‘up, up’ (pra cima) são cantadas quando a bruxa malvada está em cima da plataforma, e ‘down, down’ (pra baixo) é cantada quando ela desce da plataforma.

Essas são só algumas das sincronias que, quer sim ou quer não, se ficarmos esmiuçando o filme iremos encontrar, muitas outras podem ser vistas em vários outros sites na web.

Pessoalmente, eu não acredito na teoria e acho que os dois separados são muito mais interessantes:

Cena do filme O Mágico De Oz

O Filme
O Mágico De Oz (The Wizard Of Oz) foi lançado em 1939 e tem Judy Garland no papel de Dorothy.
É baseado no livro homônimo de L. Frank Baum e conta a história de Dorothy que é capturada por um tornado que ocorre na fazendo onde ela vive no Kansas, e é levada a uma terra mágica onde ela encontra bruxas, um leão covarde, um homem de lata, um espantalho e etc. O filme foi um dos primeiros a utilizar a técnica Technicolor no cinema, que conseguia levar cor para a grande tela.

O Disco
The Dark Side Of The Moon (1973) é o disco de maior sucesso da banda inglesa Pink Floyd, tendo permanecido na parada de sucesso da Billboard 200 por 741 semanas consecutivas e mais de 1000 semanas no total, mais de 14 anos. Continua sendo um dos discos mais vendidos de todos os tempos.
Roger Waters (baixista, letrista e vocalista) fez uma turnê solo em 2007 apresentando o disco na íntegra, a turnê inclusive, passou pelo Brasil.

Não sou um perito nesse assunto e também não quis fazer nenhum sensacionalismo em cima dele, nunca foi a linha editorial do Progshine, mas quando meu amigo Vlad me mandou o vídeo abaixo achei que seria uma boa ideia escrever sobre o mito e deixar as pessoas que nunca viram nada sobre ele, ‘avisadas’. Então se você não tem o DVD do filme ou o CD (o que é um erro, nos dois casos), você ainda pode tirar suas próprias conclusões do fato no vídeo abaixo, uma edição feita em nossa era digital, com a ‘sincronia perfeita’. Mesmo achando que passa um pouco do bom senso comum é uma experiência válida assistir ‘The Dark Side Of Oz’ ao menos uma vez. Aproveitem!

Pink Floyd
Site
Facebook
Twitter
Youtube

Leia outras notícias sobre o Pink Floyd

O Mágico De Oz
Site
IMDB

O Que Você Sabe Sobre… John Weathers?

Gentle Giant com John Weathers no centro

ATENÇÃO! A matéria abaixo foi publicada originalmente no site da Modern Drummer no final de Setembro AQUI. O Progshine apenas fez a tradução da matéria na íntegra para os leitores brasileiros. Aproveitem!

Por Will Romano
Tradução Diego Camargo

John Weathers é um dos heróis esquecidos da era de ouro do Rock Progressivo. A habilidade de Weathers em manter um ritmo constante e denso que se desenvolvia ao seu redor fez com que as composições complicadas de uma das bandas mais originais do cenário tivessem uma sólida base. Trata-se do Gentle Giant.

Gentle Giant sempre esteve ligado a uma forma musical mais séria como a música litúrgica européia, a Renascença, a música medieval e a música clássica, uma grande parte da música da banda sempre esteve ligada ao rítmo nas suas variadas formas, de intrincadas melodias em contraponto, dedilhados em tempos estranhos à efeitos sonoros editados como os vidros sendo estilhaçados que criavam um padrão durante a introdução de ‘The Runaway’ do disco In A Glass House (1973).

Weathers habilmente executava padrões complexos nas composições do grupo, como nos esforços estelares de discos como The Power And The Glory (1974), Free Hand (1975), In’terview (1976) e no ao vivo Playing The Fool (1977), discos estes que foram remasterizados e relançados em CD e download através do selo da banda o Alucard. “Eu era um baterista de Soul e R&B”, diz Weather, 63 anos, diretamente da sua casa no País De Gales. “Eu sempre tentei priorizar a base da música. Se você floreia cada coisinha que surge numa música, acaba virando uma confusão.”

Há uma década atrás Weathers ficou chocado ao descobrir que estava perdendo algumas de suas funções motoras e não poderia mais tocar o bumbo da bateria. “Eu fui diagnosticado com Ataxia espinocerebelar (spinocerebellar ataxia), é grego e significa ‘andar como se estivesse bêbado’ ou algo assim, ” ele continua. “Um dia eu fui tomar banho e percebi que uma perna sentia a água quente e a outra não. Sentia a água fria. Foi ai que eu percebi que tinha algo errado comigo.”

John Weathers em foto recente...

Mesmo que Weathers admita que não é mais o baterista que já foi um dia, não o exclua da música. Nos últimos anos ele tocou com a Wild Turkey, sua antiga banda e também se apresentou em 2005 em uma convenção do Gentle Giant em Quebec no Canadá com uma Roland HandSonic HPD-15, um pad de percussão para se tocar com as mãos, junto com os outros membros do grupo Gary Green (guitarra) e Kerry Minnear (teclados).

“A convenção do Gentle Giant foi a primeira vez que eu vi aquele pad da Roland, eu inclusive peguei ele emprestado para aquele show,” diz Weathers. “Não é um kit de bateria completo, e eu estava apenas colocando as batidas na música, mas não esqueça que bateristas são como pugilistas. Eles são lutadores. Eles não lutam com outras pessoas, mas eles certamente batem muito em suas baterias em um palco.”

Tem sido com esse mesmo estilo ‘desligado’ que definiu o estilo de tocar de Weathers, que ele conduz sua carreira e vida. Nascido em Carmarthen, no País De Gales, ele foi seduzido logo cedo pela batida do rock ‘n’ roll e pelo skiffle britânico, isso inspirou John a “pegar agulhas de tricô e tocar em cadeiras de madeira, quando eu tinha 13,” até que ele ganhasse sua primeira bateria um ano depois. “Depois disso eu acabei me metendo com as pessoas erradas e ‘pegando carros emprestado’,” ele explica. “Não muito tempo depois, quando eu tinha 15, eu fugi de casa e fui viver com uns parentes em Liverpool.”

Não disposto a se render para a vida de crimes, Weathers começou a dedicar seu tempo para a bateria, tendo se apresentado com vários músicos de Liverpool, até que o pródigo percussionista resolveu voltar a Carmarthen e alcançou seu primeiro grande passo na carreira musical. “Eu já era profissional com 16,” ele relembra, “e acabei entrando numa banda chamada Eyes Of Blue que tinha ganho uma competição de música ‘beat’ da (revista) Melody Maker em 1966, o que nos levou a assinar um contrato com a (gravadora) Decca.” O tempo que Weathers esteve com a Eyes Of Blue, uma banda que se transformou de um conjunto soul para a psicodelia pop vigente na época, foi uma grande fundação para o trabalho posterior que faria com o Gentle Giant, que tinha evoluído de uma maneira similar ao Eyes Of Blue, vindos também da influência R&B/pop e que na época se chamavam Simon Dupree And The Big Sound.

Weather conheceu os irmãos Phil, Derek e Ray Shulman, e na época fazia parte do grupo Grease Band com o baixista Alan Spenner e o vocalista/guitarrista Henry McCullogh, ele se juntou ao Gentle Giant apenas temporariamente para a turnê americana de 1972. Ele iria substituir o baterista Malcolm Mortimore, que tinha quebrado os ossos da bacia, braços e pernas em um acidente de moto. Mortimore tinha uma visão mais jazzística para as músicas do Gentle Giant, Weathers se aprofundou na música da banda e aproveitando os seus talentos baseados no groove que aprendera nos anos de R&B e Merseybeat de Liverpool, foi rapidamente convidado a se juntar à banda permanentemente. “Eu tentava frasear o que eu achava ser importante e necessário para cada música, dessa forma o ouvinte não se perde dentro da canção,” Weather conta. “Essa foi uma das razões que me fez ser convidado para entrar na banda.”

Weathers não só começou a explorar novos ritmos mas também começou a dar maior prioridade a sua musicalidade, especialmente no palco. As deslumbrantes performances do Gentle Giant ao vivo eram lendárias, em parte pela habilidade de todos os músicos da banda tocarem mais de 1 instrumento. De fato, Weathers frequentemente tocava xilofone e violão, demonstrando a profundidade da competência técnica dentro da banda. “A mudança de instrumentos fazia parte do que era a banda, e era muito divertido,” ele diz. “Nós queríamos que as pessoas que nos assistiam se divertissem tanto quanto nós.”

Nos discos de estúdio da banda, especialmente em Octopus (1973) – o primeiro ‘grande’ passo do baterista no Gentle Giant, ele vislumbrava pela primeira vez a estranha e engenhosa versatilidade do grupo. “A música ‘River’ tinha 3 de nós tocando percussão nela – eu, o tecladista Kerry Minnear, que é graduado em percussão e o Gary Green, que começou na música como baterista, “Weathers conta. “E também traz uns sons estranhos que eu gravei através de um truque que eu aprendi. O que eu fiz foi conectar uma mangueira plástica na saída de ar de um dos tambores da bateria, um tom de 13′, e soprava através da mangueira. Dessa maneira, eu criei esse som com efeito ‘iô iô’ – a afinação da bateria subia e descia quando eu fazia as viradas.”

... e no palco nos anos 70 com o Gentle Giant

Conseguir os resultados que se queria no estúdio não era nada fácil. Weathers lembra das primeiras sessões de gravação como estressantes e exigentes. “Quando Ray Shulman chegou com ‘The Boys In The Band’ para o Octopus (1973), eu quase morri,”ele relembra. “Eu disse, ‘O que você esperava que eu faça aqui?’ Ele respondeu, ‘Toque.’ Eu disse, ‘Me dê três semanas!’”

“Um dos problemas em gravar o Gentle Giant era a natureza complexa dos arranjos das músicas,” diz o produtor Martin Rushent, que trabalhou como engenheiro de gravação no disco Octopus (1973). “Musicalmente tudo é perfeito no papel. Mas a não ser que você grave as faixas de bateria perfeitas, tudo soa como bagunça, por culpa de todos os instrumentos que seriam colocados mais tarde em overdub. Refazer a bateria no meio de uma gravação seria um pesadelo. Por isso, John tinha que ser preciso. E ele era.”

Nos anos 70, o Giant atraiu um culto de seguidores com sua direção artística inflexível e shows direcionados à músicos, em grande parte graças aos pés e mãos firmes de Weathers. É dito também que o baterista ajudou a manter o grupo junto quando Phil Shulman, uma das principais forças criativas do Gentle Giant, decidiu deixar a banda ainda em 1973. Aparentemente as turnês sem fim e a natureza do comércio musical fizeram com que Phil parasse. Pressionados pela sua gravadora na época para escrever singles, e ficando cansados de verem seus compatriotas progressivos alcançando sucesso comercial, o Gentle Giant condensou e temperou sua música com essa intenção nos lançamentos futuros como The Missing Piece (1977), Giant For A Day! (1978) e o quase new wave Civilian (1980). “Eu me lembro que no The Missing Piece (1977), a maioria das músicas foi gravada em um só take,” Weather diz. “Nós ensaiamos muito aquele material, mas acabou ficando um pouco sem graça, eu acho.”

O tempo foi gentil com o Gentle Giant nos últimos anos, mas no fim dos anos 70 a banda estava completamente fora do mainstream musical. Até mesmo os fanáticos pela banda achavam que eles tinham alcançado o máximo da criatividade alguns anos antes. No fim, em 1980, o Gentle Giant encerrou as atividades. Cada integrante foi atrás de seus próprios interesses. O vocalista/saxofonista Derek Shulman, por exemplo, se transformou em um dos ‘maiorais’ de gravadoras, responsável por assinar com bandas de sucesso comercial como Nickelback, Pantera, Cinderella, Dream Theater e Bon Jovi. Weathers continuou ocupado com a música durante os anos 80 e 90 com a reformada banda Man e se apresentando e gravando com vários músicos locais e para a tv galesa.

Embora o novo miênio tenha trazido novos desafios, Weathers aprendeu valiosas lições com o tempo: “Eu aprendi a aceitar minha condição física atual,” ele diz. “É o que é. Uma das minhas coisas mais preciosas é um kit Ludwig Superclassic rosa do meio dos anos 60 que eu comprei quando era do Eyes Of Blue, ela já viu dias melhores e hoje está guardada no segundo andar da minha casa. Aquela bateria tem história. Eu simplesmente não consegui me desfazer dela antes. E ela nunca estragou de verdade. Eu estou planejando dar ela ao filho do Kerry Minnear, que também é baterista. É algo que eu quero fazer. E seria ótimo ver outra pessoa tocando aquela bateria mais uma vez.”

Site
Facebook

Leia outras notícias sobre o Gentle Giant