
Apocalypse, sem sombra de dúvida um dos maiores expoentes do Rock progressivo nacional, estilo tão complicado de seguir em nosso país ‘tropical’, esse ano a banda comemora 25 anos de estrada, e em comemoração o álbum novo da banda The Bridge Of Light (2008) promete ser um marco na história do grupo, trazendo além de novos elementos ao som da banda o amadurecimento composicional da nova formação. O Progshine não poderia deixar essa marca histórica do Rock progressivo nacional passar batida, então preparamos uma resenha histórica da banda, com direito a entrevista exclusiva e download (autorizado pela banda), sejam bem vindos a esse Apocalypse! A banda nasceu em 1983, na cidade gaúcha de Caxias Do Sul, idealizada pelo tecladista Eloy Fritsch e inspirado pelo gigantes do Rock Progressivo como Yes, Genesis, Rush, EL&P e Marillion, a primeira fita demo saiu em 1984 e durante 5 anos a banda ralou em shows e passou por todos os festivais importantes da época como Rock Festival, Circuito de Rock e Festpop se apresentando com os principais grupos da época. Ganharam muitos prêmios nessa mesma época entre os principais destaca-se o de “melhor banda“ durante a primeira edição do festival Circuito de Rock (organizado por uma emissora da Rede Globo) quando concorreu com mais de 250 bandas e se apresentou para um público de 14 mil pessoas. Com esse prêmio o Apocalypse integrou uma coletânea em LP com outras bandas gaúchas lançada pela Nova Trilha/RBS Discos. Depois de muita luta o 1º álbum, auto intitulado saiu em 1991, o show de lançamento do álbum foi um caso a parte: a banda interrompeu o trânsito da mais movimentada avenida de Caxias do Sul e tocou todo seu repertório durante cerca de duas horas para mais de 2 mil pessoas! Nessa época o Apocalypse era um trio formado por Chico Casara (vocal e baixo), Eloy Fritsch (teclados), Chico Fasoli (bateria). Em 1992 o guitarrista Ruy Fritsche se juntaria novamente ao grupo estabilizando uma formação que duraria muitos anos. A banda estava um tanto desanimada com os rumos musicais nacionais e decidiu que era hora de tentar o mercado internacional, começara a compor alguns temas em inglês e não demorou muito pra conseguirem um contrato com o selo frances Musea Records, coisa inédita para uma banda brasileira. O segundo disco Perto Do Amanhecer (1995) saiu na França e foi destaque musical no país.

O ano de 1996 viu os preparativos para o álbum Aurora Dos Sonhos (1996), com esse álbum de músicas longas e complexas aliadas a temas voltados em defesa à natureza, esoterismo e espiritualidade a música da banda era divulgada da Europa para os Estados Unidos e países asiáticos como Japão e Coréia do Sul. Em outros países latinos como o Chile, o Apocalypse também passava a gozar de uma ampla notoriedade na cena progressiva. Em 1997 a banda decide recuperar as gravações de seu primeiro álbum e a proposta foi aprovada pelos empresários da Musea, era lançado então Lendas Encantadas (1997) que ainda incluía três composições novas. A capa do disco foi considerada a melhor do ano e escolhida para a abertura do site da gravadora Musea. O ano de 1998 traz a banda para um dos maiores festivais brasileiros, o Planeta Atlântida, o sucesso do festival fez com que o grupo novamente voltasse seus olhos para o mercado brasileiro. Assinaram com a gravadora paulista “Atração” para o lançamento de uma coletânea, The Best Of (1998) reuniu as faixas de seus três discos, ainda em 1998 o grupo também foi convidado pelo selo carioca Rock Symphony para tocar ao lado da renomada banda inglesa Pendragon no festival “Rio Art Rock Festival”, no Rio de Janeiro. No ano seguinte foram convidados para se apresentar no “ProgDay 99”, um dos maiores festivais internacionais de rock progressivo dos EUA! O show, que havia sido registrado, acabou sendo lançado no Brasil em CD pela Rock Symphony. Intitulado Live In USA (2000), o primeiro álbum ao vivo do Apocalypse fez história: era a primeira vez que um grupo de rock brasileiro gravava um show nos EUA e lançado em um formato de CD duplo. Os shows prosseguiram e após uma pausa o álbum Refúgio (2003), o quarto disco de estúdio é lançado. Apesar do sucesso do novo álbum, Chico Casara (vocal e baixo) deixa a banda. O vocalista Gustavo Demarchi e o baixista Magoo Wise são convidados a integrar a banda. A banda decide então realizar um novo projeto: re-gravar antigos temas e compor novas músicas em inglês. O primeiro resultado é o EP Magic – The Radio Edits (2005), onde a banda realiza versões em inglês de algumas de suas músicas mais conhecidas. O EP, lançado em caráter promocional para rádios, é disponibilizado na íntegra como presente aos fãs no lançamento do SITE da banda no final de 2006, inclusive a banda disponibilizou este EP para DOWNLOAD no Progshine.com.

Em setembro de 2005, a Apocalypse é convidada para fazer o show de lançamento do festival “Rock Symphony For The Record” no Teatro Municipal de Niterói, Rio de Janeiro. A apresentação da banda é filmada e acaba originando o mais recente trabalho do quinteto gaúcho: o DVD e CD ao vivo Live In Rio lançado em 2006, este é o segundo álbum ao vivo da banda e o primeiro registro em DVD, foi gravado pelo americano Bob Nagy, um dos criadores do software Pro-Tools. A versão em DVD tem aproximadamente 80 minutos de duração, som 2.0 estéreo e 5.1 surround, além de extras com galeria de fotos, biografia, discografia com amostras sonoras, cenas de backstage e entrevistas. A banda recebeu um novo convite irrecusável quando o grupo Uriah Heep os convidou para fazer o show de abertura durante o festival Brazil Rock In Concert realizado no Canecão no Rio de Janeiro. Logo depois também tocaram com o grupo paulista Shaman no Teatro Bar Opinião em Porto Alegre, e em 2007 participaram do São Paulo Art Rock Festival ao lado dos grupos Violeta de Outono e Tarkus. Nos últimos meses a banda tem sido destaque nas principais revistas brasileiras sobre rock: Comando Rock, Rock Hard-Valhalla, Rock Brigade e Roadie Crew. No momento a banda encontra-se em estúdio finalizando as gravações de seu novo álbum que já tem título definido: The Bridge Of Light (2008). O álbum conceitual, que também terá sua versão em DVD, vai marcar as comemorações de 25 anos da banda e será o primeiro álbum de estúdio com a nova formação e nova sonoridade: agora mais pesado e moderno. A seguir temos uma entrevista exclusiva com o tecladista Eloy Fritsch e com o vocalista/flautista Gustavo Demarchi onde eles falam sobre a carreira da banda e sobre o novo álbum:
Entrevista Exclusiva Com Apocalypse
Entrevista: Diego Camargo

Progshine – Desde o início a banda sempre prezou pelas composições e pela sonoridade do Rock Progressivo, principalmente o feito nos anos 70, o fato da banda ter se juntado na primeira metade dos anos 80 de alguma maneira influenciou o som de vocês? Por exemplo, um dos grandes expoentes da década de 80 e praticamente ‘responsável’ pelo Neo Prog é o Marillion, vocês acham que a década influenciou a banda?
Gustavo – Eu diria que nosso som é uma mescla de muitas sonoridades dentro do progressivo, hoje eu não classificaria nossa música como pertencente a uma década específica. Hoje acho que a música da Apocalypse bebe do progressivo dos anos, 70, 80 e 90. Não deixamos de lado o Neo, mas acho que ampliamos o leque, o que é válido, pois faz parte de uma proposta de evolução, o que é a essência do rock progressivo.
Progshine – No começo como eram as apresentações? Suponho que o gênero estava sufocado pelo BRock não?
Eloy Fritsch – As pretensões eram muitas porque éramos um bando de guris que queria fazer a própria carreira seguindo os passos dos grupos de art rock dos anos 1970. Como o Chico Fasoli comentou, uma das principais dificuldades no final da década de oitenta foi competir com as bandas cover que começaram a ocupar todo o espaço de casas de shows e bares. No RS os compositores e suas criações começaram a ser tratadas com descaso terminando em um segundo plano. Os grupos gaúchos criativos dos anos 1980 foram terminando um por um, e, daquela época, restaram os grupos comerciais e o Apocalypse, que continuou fazendo rock progressivo. Todos os outros grupos de rock gaúcho da década de oitenta que não se ajustaram à mídia e ao mercado fonográfico local e nacional sucumbiram. Para complicar a nossa vida, as rádios FM locais recusavam-se a tocar (e ainda se recusam) a música do Apocalypse porque as elas foram concebidas fora do padrão da canção urbana veiculada nas FMs. As músicas não foram compostas objetivando o hit comercial. Mas o Apocalypse soube lidar com as dificuldades e buscou alternativas. Lançamos nossos álbuns pela gravadora francesa Musea que divulgou para muitos países e fomos convidados para tocar no exterior.
Progshine – A banda se firmou por muitos anos com uma mesma formação, foi difícil ter de se encaixar com novos integrantes? De que maneira isso influenciou o som da banda?
Gustavo – Acho que a minha entrada e a do Magoo se deu em um momento em que a banda buscava evoluir musicalmente. Chegamos com uma bagagem própria e nos encontramos em um momento em que estávamos maduros para aceitar e contribuir com idéias. Creio que isso foi importante para nos sentirmos bem pessoalmente e musicalmente em um momento como esse, visto que a formação não sofria alterações há muitos anos. Acho que a mudança seria inevitável no som visto que temos estilos musicais muito peculiares. Eu tenho um estilo diferente de compor, utilizando banstante o violão, o que se refletiu bastante nas novas músicas, além de ter a chance de contribuir com a flauta transversa, que era algo que não aparecia no som da banda anteriormente. Enfim, são novos elementos e personalidades, isso dá um resultado diferente ao natural…

Progshine – A arte do disco mais recente ‘Live In RIO’ é do Gustavo Sazes, que por sinal ficou esplêndida, vocês acham que ainda hoje uma boa arte é essencial? Já que além de perdermos a grandeza das capas dos LPs também temos o fator ‘mp3’?
Gustavo – Com certeza. Se você olhar, vai notar que cada estilo musical tem uma filosofia em suas capas. Essa questão estética e surrealista sempre marcou o progressivo uma vez que foi um estilo que sempre primou por transcender o lado musical. Tudo é arte e acho que isso é característico demais para mudar independente se será cd, dvd, mp3… Progshine – Vocês já prevêem material novo para o próximo álbum não é? Como está indo o processo de composição?
Gustavo – Fizemos um álbum com dois atos distintos. Essa divisão diz respeito as temáticas abordadas, sendo que no primeiro são canções com temas independentes. E no segundo, The Bridge of Light, temos uma suíte de 7 partes que conta um dia na vida de um menino órfão de 13 anos que deixa pela primeira vez o lugar onde vive para procurar um parque abandonado, onde ele acredita, encontrará as respostas sobre sua existência. Creio que os fãs terão uma grande surpresa com esse álbum, e principalmente com a maturidade das composições.
Progshine – A banda tem uma boa exposição no exterior, contem-nos um pouco de como é excursionar pelo exterior e qual é a maior diferença de se fazer shows em solo brasileiro.
Eloy Fritsch – Quando tocamos nos USA fomos muito bem recebidos e valorizados. Nosso show foi muito aplaudido. Só temos ótimas lembranças daquela aventura. Tudo muito profissional e de alta qualidade. Nota-se o resultado pela gravação do álbum Live In USA (2000). Mas muitos shows que fizemos no Brasil também apresentaram uma infra muito boa e ótimos técnicos de som. Alguns que eu posso me lembrar, vejamos, no Rio de Janeiro o Rio Art Rock Festival (1998), a gravação do nosso DVD em 2006 no Rock Symphony for the Records, show no Canecão com o Uriah Heep e o show em Macaé com o grupo Trio do Chile. Em São Paulo o show no II Cultura Rock (2007). No sul a final do Circuito de Rock (1989), o Planeta Atlântida (1998), o show no projeto Sons da Cidade de Porto Alegre (2007), o show da gravação do DVD The Bridge Of Light (2008) no Teatro da UCS (2006), o show do lançamento do CD Live In USA (2000) no Salão de Atos da UFRGS (2001).

Progshine – Este ano a banda completa 25 anos de vida, existe alguma comemoração ou show especial, já que não são muitas as bandas que conseguem se manter na ativa no Brasil tocando Rock progressivo por tantos anos?
Eloy Fritsch – Vamos comemorar com os amigos, fãs e incentivadores tocando muito para mostrar as melhores composições que fizemos em todos esses anos. Temos feitos shows muito legais no sul do Brasil. Tocamos na Festa Nacional da Uva, no Teatro Renascença, no projeto Cultura 24hs de Porto Alegre e a receptividade do público tem sido das melhores. Esperamos continuar o sucesso em 2008 e, conforme for a produção, quem sabe pinta alguma surpresa para os fãs!
Progshine – Eloy, conte-nos um pouco sobre sua parceria com a Tokai, já que é extremamente difícil conseguir tecladistas que toquem rock Progressivo no Brasil, quem sabe isso anima a garotada (risos). Aproveitando a pergunta, qual equipamentos e endorsement a banda usa?
Eloy Fritsch – Eu fiquei sabendo do simulador de órgãos Hammond da Tokai por intermédio do meu amigo tecladista Allex Bessa. Ele é endorser da Tokai e estava percorrendo o Brasil, passando de loja em loja para demonstrar o teclado. Eu encontrei o Allex com o pessoal da Tokai na Loja Mil Sons em Porto Alegre e assisiti a uma demonstração do órgão. Eu já tinha o Roland VK-8 (que faz a mesma coisa que o Tokai) por ter trabalhado 5 anos com a Roland, mas gostei do som do TX-5 DS Plus. O pessoal da Tokai queria um tecladista para divulgar o produto no sul do Brasil e quando ouviram o trabalho do Apocalypse me convidaram para ser endorser. Depois fui a São Paulo conhecer a loja e a parceria continua até hoje. Além do órgão eu utilizo a pedaleira MIDI da Tokai que é excelente e a estante de teclados SATY. A Tokai patrocinou o show de lançamento do álbum Live in Rio em Porto Alegre e ainda forneceu camisetas para todos os músicos da banda. É muito bom divulgar uma empresa que valoriza o músico e prima pela qualidade do produto. No ano passado foi a estréia do sintetizador nacional nano1. A empresa Labolida, fabricante de sintetizadores, me convidou para fazer a primeira apresentação com o novo lançamento e eu topei o desafio. Após utilizar a primeira versão do nano1 sugeri alterações no software que puderam ser concluídas para a data do Concerto de Rock Progressivo no Teatro Renascença. Desde então tenho utilizado instrumentos nacionais nos shows do Apocalypse e recebido muitos elogios pela execução e a timbragem obtida. O nosso baixista Magoo Wise é endorser do Cheruti, uma empresa que produz baixos e guitarras. Ele recebeu um baixo feito sob medida para divulgar a marca. Em alguns shows usa o Rickembacker e em outros alterna com esse novo baixo que é muito bom. O nosso baterista Chico Fasoli é endorser do Power Click e das baquetas C.Ibañez. Nós só divulgamos e usamos o que é de qualidade e que possa fazer nossa música soar cada vez melhor e com a cara do Brasil, que convenhamos, não é feito só de samba, pagode, sertanejo e funk.
Progshine – De um modo geral, como a banda vê a cena do Rock Progressivo (se é que ainda existe uma) e o quão forte ela se encontra? Há parceria entre as bandas ou é no esquema ‘cada um por si e Deus por todos’?
Gustavo – Me dói dizer isso, mas as parcerias são poucas. Temos tocado em muitos lugares e visto que cada vez mais as iniciativas são isoladas e quase independentes em termos financeiros. Patrocinadores, quase inexistem. E isso se reflete na mobilização das bandas e do publico, que quase não prestigia as bandas progressivas brasileiras. O que é triste pois só existirá uma cena quando existir uma mentalidade coletiva. Não existirá uma cena se as coisas continuarem isoladas. Então o que sobra são os próprios contatos entre os músicos. Claro que existem iniciativas, mas cada vez mais raras e por isso mesmo merecem aplausos. Além da internet (um grande parabéns para o Prog Shine), temos o Leonardo Nahoum, que além de lançar muita gente boa com a Rock Symphony ainda produz anualmente o Rio Art Rock, que é hoje o principal evento do progressivo nacional. Em São Paulo, graças ao apoio do Mickey do Tarkus, tivemos o São Paulo Art Rock, que apresentou Apocalypse, Tarkus e Violeta De Outono, que na minha opinião foi uma aula sobre o progressivo que se faz no Brasil, visto que as bandas que tocaram representavam correntes distintas do estilo. Além disso, tivemos a oportunidade de tocar no Cultura Rock, que é um projeto da prefeitura de Votorantim e do Eliton Tomasi, o que foi maravilhoso. Aqui, já produzimos alguns festivais, mas praticamente sem apoio. Muitas vezes fazemos shows como convidados de prefeituras de cidades aqui do sul e é muito interessante fazer shows e ver pessoas que não são familiarizadas com nosso estilo, dizendo que foram tocadas por nossa musica. Temos nos apresentado para públicos bem diversos, pois cada vez menos, existem iniciativas dentro do que cremos ser nosso público. Então, para continuar, estamos tentando recriar uma nova via para o progressivo brasileiro com novos fãs para a banda e para nosso estilo. Se conseguirmos, e tivermos pontos, eles com certeza irão para o progressivo nacional.

Progshine – Gostaria de agradecer à vocês pela oportunidade, pelo tempo disponibilizado e por tantos anos de ótimos sons aos nossos ouvidos. Gostariam de enviar uma mensagem aos leitores do progshine.com?
Gustavo – Eu gostaria de agradecer a todos. Mais uma vez parabenizar o site e dizer que acho que a qualidade do progressivo e dos músicos brasileiros não deve em nada e até supera a musica de fora. O que falta é que o fã compareça aos shows e incentive as bandas. Só assim, poderemos ter uma cena mais forte e melhor.
Eloy Fritsch – Gostaria de agradecer o espaço para divulgar nosso projeto de rock progressivo que completará 25 anos em setembro de 2008 e desejar também muito sucesso ao site Progshine. Que iniciativas como essa sejam valorizadas e apoiadas por todos em nosso país. Gostaria de agradecer ao nosso fã-clube no Rio de Janeiro, ao time da Tokai pelos instrumentos maravilhosos, ao Miguel Labolida pelo synth nano1, ao Eliton Tomasi que é nosso produtor, ao Clóvis da Rádio Vila do Rock, ao Dário Axelrud, ao Leonardo Nahoum, Rodrigo Werneck e todos que apóiam os músicos do Apocalypse e fazem parte dessa bonita história de persistência, ideal, paixão e envolvimento com o rock progressivo brasileiro.
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