Entrevista Exclusiva Com A Banda Inglesa Mermaid Kiss


Entrevista: Diego Camargo

Interview in English here

Progshine- Em primeiro lugar, como a banda foi formada? Conte um pouco para quem ainda não os conhece!

Evelyn – Jamie e eu começamos a tocar juntos a 10 anos atrás em alguns grupos. Aos poucos começamos a escrever músicas juntos e começamos a gravar essas canções em demos. Então conhecemos Andrew Garman fazendo um curta-metragem e começamos a trabalhar com ele em nossas demos, o que resultou em nosso primeiro disco The Mermaid Kiss Album (2003). Nessa época nós éramos basicamente uma banda de estúdio e toda a promoção do disco foi feita online. Depois que terminei a faculdade continuamos a trabalhar em nossa música e agora estamos tendo a oportunidade de desenvolver o nosso som ao vivo, já que temos uma banda fixa agora!

Colin – Bem, eu devia estar frustrado em tocar com apenas 6 bandas!!… Eu estava envolvido com bandas de estilos bem diferentes (jazz/funk/world music/dance) e Jamie publicou um anúncio em um site para músicos procurando por um tecladista e isso chamou minha atenção. Fui dar uma olhada no site da banda, e li uma séries de resenhas que me convenceram de que a banda tinha realmente um som único.

Jamie – Wendy e eu nos conhecemos em 1983 quando eu trabalhava no Barbican Centre em Londres e ela estudava na escola de música Guildhall que era do lado de onde eu trabalhava. Nós tocamos juntos em uma banda naquela época por 1 ano antes dela se mudar, mas nós mantivemos contato, e quando nós pensamos em usar alguns instrumentos de sopro no álbum Etarlis eu já sabia quem chamar.
O Richard entrou pra banda há mais ou menos 1 ano e meio atrás, e assim como Colin, ele também foi encontrado através de um anúncio na internet.

Steve – Foi Colin que me recomendou à banda. Nós já havíamos tocado juntos por uns 10 anos numa banda chamada Pickitupandkickit. Meu primeiro encontro com o pessoal da banda foi numa sessão de gravação/audição/ensaio. E no final das contas lá estava eu… onde era divertido!

Progshine – Essa primeira pergunta me levou a um assunto importante e ‘proibido’. O que vocês acham da ‘indústria do download’? Num país como o Brasil, por exemplo, só ficamos sabendo sobre as novas bandas procurando na internet, assim como eu descobri vocês. Nem todo mundo pode importar Cd’s, não com o preço alto do dólar e do Euro por aqui. Vocês acham que a internet é importante? Até que ponto? E o que vocês pensam sobre o download ilegal e quais são os planos da banda em relação ao mercado brasileiro, há algum plano de tentar lançar os álbuns da banda por aqui?

Evelyn – Sem a internet ninguém teria ouvido falar do Mermaid Kiss então eu acho que isso não pode ser uma coisa ruim! Quando nós começamos éramos de uma área rural em Herefordshire e as oportunidades para shows era bem limitada e nos promover através de sites como Garageband, CDBaby e Myspace foi a nossa única opção.
Pessoalmente eu não acredito que seja muito útil para os músicos em geral culpar a internet e os downloads pela queda das vendas de Cds, é importante saber lidar com as novas tecnologias e fazer com que elas funcionem pra você. Muitas faixas da banda estão disponíveis para download e isso apresenta a nossa música paras as pessoas, faz com que elas queiram ir aos shows ou comprar os Cds então por mim está tudo bem. No entanto, seria uma vergonha se entrássemos nessa cultura gananciosa que acredita que tudo deve ser gratuito sem nem mesmo tomarmos conhecimento do imenso trabalho que se tem para produzir o que se está apreciando.

Steve – Ame ou odeie, o download veio pra ficar. Eu acho que o conceito de indústria musical que conhecemos irá mudar. Vai ter que mudar. Vai evoluir e vai mudar completamente. Atualmente bandas menores como nós tem uma oportunidade fantástica para gravar em casa (ao invés de pagar enormes quantias e gastar semanas em um estúdio de gravação) e também podemos vender nossos álbuns pelo mundo todo. Isso é ótimo para nós e para os fãs. Claro que a situação para as grandes companhias não é muito boa. Espero que elas consigam se adaptar ao invés de sacrificar a criatividade e evolução musical.

Jamie – Embora não tenhamos um selo de distribuição no Brasil no momento, os nossos Cds podem ser facilmente adquiridos pela internet, em sites como Amazon, CDBaby e claro, através do nosso Site. As nossas músicas também podem ser compradas através do site do iTunes a da Amazon, assim como outros sites. Mas eu concordo com você, as taxas de câmbio acabam dificultando essas transações.
Os downloads legais oferecem grandes oportunidades às bandas, diferente do download ilegal, que acaba tendo um efeito negativo para a música, especialmente para as bandas independentes. A música em si é cara e a verdade é que muitas bandas precisam pagar dos próprios bolsos se quiserem continuar a fazer música.
Eu temo que a música, por ser tão fácil de se ‘roubar’ – aos olhos de muitas pessoas, que isso se tornou tão normal que o download ilegal nem é visto como um problema ético. É uma grande preocupação.

Colin – Eu acho que a internet foi vital para a ‘democratização’ da música. As grandes companhias chegam a todo lugar, e acabam distorcendo e arruinando tudo que tocam. Eu não sou a favor da globalização porque isso só traz benefícios para as multi nacionais, deixando para traz somente os estragos e os problemas. A indústria musical não é diferente: o que a internet fez foi tirar a música das grandes gravadoras (que no fundo se importam pouco com a música e muito com os bolsos – como a EMI Music, por exemplo) – e entregar de volta para as pessoas.
A internet também fez com que os músicos – essa comunidade especial – ficasse mais unida do que nunca. Eu fico contente em ver como ela inclui as pessoas ao invés de excluir. Mas todos temos a responsabilidade de manter tudo como está. Eu não concordo com a pirataria, mas pelo menos mantem as grandes gravadoras no seu devido lugar. Eu espero que a internet tenha o mesmo efeito com a política e com a economia – inclusive isso já está acontecendo…
Agora o download ilegal é roubo, é como entrar em um bar e não pagar pelo que você consumiu: a produção musical é fruto de meses e as vezes até anos de aprendizado, prática e audição. Porque os músicos não deveriam ser pagos por isso? As pessoas que fazem download ilegal não trabalham de graça, não sem concordar com isso antes…

Progshine – Falando do seu trabalho, contem-nos um pouco sobre o disco novo, como estão as gravações? O disco terá um concieto bem complexo, não é?

Evelyn – O disco novo irá se chamar ‘American Images’ e está sendo construído como uma jornada através de uma America mítica. Não estamos tentando dizer como é a América – como poderíamos fazer isso se nunca estivemos lá! O que estamos tentando fazer é escrever um disco com idéias e imagens que temos da América, como ela é mostrada na mídia, nos filmes, nas fotos e na música. É uma idéia antiga – eu acho que algumas das canções que estamos trabalhando foram escritas há uns 8 anos atrás – e é ótimo estar gravando esse material, que por sinal está ficando muito bom. Acho que todos da banda estão felizes com as novas músicas.

Colin – As gravações estão indo muito bem, na minha opinião. É difícil pra mim julgar, porque eu sou um dos ‘novatos’ na banda. Mas eu ouvi os discos anteriores e eu acho que as composições e a produção são maravilhosas – e com certeza estamos tentando manter esse padrão. Eu acho que Andy Garman é um gênio desconhecido no que se refere à produção musical – eu o chamo de ‘o desconhecido Brian Wilson da Inglaterra’. E nós temos a sorte de termos Evelyn como nossa engenheira de som – ela é fantástica…

Como esse é o meu primeiro álbum com a banda eu não tenho certeza de como os outros da banda vêem em comparação com o material antigo: eu sei que as texturas e as influências são diferentes. Como tecladista com certeza é um novo desafio…

Progshine – O disco Etarlis (2007) era um álbum conceitual não? Falando nisso, o site para o lançamento do disco é bem curioso (www.etarlis.com). Falem um pouco sobre isso.

EvelynEtarlis (2007) é um disco conceitual que narra uma história que Jamie e eu escrevemos. O mundo de Etarlis começou a invadir tudo que fazíamos então fazia sentido escrevermos um disco sobre isso. Na época o disco precisava de um contexto, algum tipo de explicação e era isso que eu queria alcançar com o site. Ele dá consistência a história, fala sobre os personagens e também sobre as mésicas.

Steve – Sou o baterista, não vou fingir que entendo os conceitos (risos). A música é interessante e definitivamente te leva em uma viagem. Qualquer tipo de música que consiga te transportar para um outro lugar é fantástica.

Colin – Jamie e eu começamos a escrever recentemente o Etarlis 2… vai se passar em uma outra parte da ilha de Etarlis, e musicalmente será diferente também. Mas com certeza haverá muitos elementos Progressivos, pode ter certeza – esperei anos por uma chance de fazer música dessa maneira, então pode apostar que haverá muita influência dos teclados dos anos 70!…

Jamie – Acho que da maneira com que as composições estão caminhando para o Etarlis 2, eu acredito que vai ser o disco mais Progressivo que já fizemos, com certeza.

Progshine – O som da banda tem uma influência calma, como no Folk e na Ambient Music. Vocês acham que isso se deve ao fato das músicas nascerem no violão e teclados? Os vocais femininos (que são belíssimos, por sinal) tem alguma influência nisso?

Evelyn – Acho que o fato de compor com o violão e não com a guitarra tem uma grande influência nisso. E também porque, muito do nosso material foi escrito para o disco e não para os shows, o que nos deu uma liberdade enorme para experimentar coisas diferentes.

Jamie – O Etarlis (2007) era um disco de estúdio, mas com o novo disco, American Images, a coisa mudou completamente – agora somos uma ‘banda.
Os elementos acústicos no Rock Progressivo parecem estar sumidos nos dias de hoje, claro que existem bons exemplos de Prog Folk como o Amarok. E era uma coisa que adiciona tantas cores e dinâmicas às bandas antigas como o Genesis, Yes, Gentle Giant, Audience…

Steve – Definitivamente. Há algo mágico no formato acústico e eu sempre adorei vocais femininos. O meu trabalho como baterista é somar, dar força ao som, mas sem estragar a beleza da música e sem tirar o brilho dos elementos que já estão lá.

Colin – Bem, eu espero poder colocar um pouco mais de força e agressividade na nossa música! Eu acho que tenho uma vertente diferente de Andy (Garman, produtor do disco). Eu cresci ouvindo caras como Keith Emerson (Emerson, Lake & Palmer), Kerry Minnear (Gentle Giant), Rick Van Der Linden (Ekseption, Trace) e Flavio Premoli (Premiata Forneria Marconi). Mas eu conheço o Andy e nós dois somos grandes fãs de Joe Zawinul (Weather Report, Zawinul Syndicate). Joe foi o um tecladista soberbo.

Na minha opinião eu não acredito que o vocal deva influenciar quando se escreve uma música – mas eu adoro vocais femininos, e eu estou falando de uma série de diferentes vocalistas como Joni Mitchell, Sharon Den Adel (Within Temptation), Danielle De Niese (estrela da ópera) e Beverley Knight.

Progshine – No começo o grupo era um duo, agora o Mermaid Kiss parece ser uma banda completa, estou certo? A maneira de compor o disco novo mudou, ou nesse caso específico não afetou a banda?

Evelyn – Nós sempre estivemos cercados de músicos diferentes e é claro que isso influenciou nossas músicas. O processo inicial de composição não mudou muito, mas os arranjos e as gravações mudaram completamente.

Steve – Uma vez que todos esses elementos diferentes são introduzidos o resultado final é bem diferente. No entanto, a base de uma boa canção é o mesmo, quer a música seja tocada apenas no violão ou com uma banda completa. Agora podemos pensar como um todo quando estamos criando, mas uma boa música independe da maneira com que foi composta.

Colin – Eu entrei na banda somente há 6 meses atrás, e tive muita sorte de ter o meu velho companheiro de banda (Pickitupandkickit), Steve White, nas baquetas do Mermaid Kiss também. Seu senso de ritmo é imenso. E isso fez uma grande diferença no som do grupo – podem esperar pra ver!! Ele também mudou significativamente todas as partes relacionadas às cordas – como as guitarras, baixo, banjo, bandolim e mandola. Sem dúvida a bateria e os teclados deram à banda um som mais ‘elétrico’. Eu não tenho certeza se isso afetou de alguma maneira as composições de ‘American Images’, mas eu tenho certeza de que nós demos outra cara aos arranjos.

Jamie – Evelyn e eu escrevemos todas as canções do primeiro disco, mas é claro que a influência de Andy como produtor é bem nítida naquele disco e nos outros também – o trabalho que ele fez em Etarlis (2007) foi extraordinário.
A banda evoluiu, e os outros membros também começaram a se envolver no processo criativo e com e evolução da música, o que é maravilhoso – a banda ganha uma saudável experiência, em todos os aspectos e faz todo o sentido do mundo aproveitar dessa experiência.

Progshine – Como vocês vêem, como banda, o cenário do Rock progressivo nos dias de hoje? Vocês sentem o mesmo que eu, que nós temos um crescente número de pessoas interessadas nele?

Steve – Eu espero que sim. Eu realmente estou adorando fazer parte disso, mesmo que eu ainda esteja a pouco tempo na banda. Eu espero ter a oportunidade de dividir a nossa música com muitas pessoas e eu espero que os nossos fãs aproveitem o máximo da nossa música.

Colin – Sim, é realmente encorajador ver o Rock Progressivo renascendo – grandes bandas tem atraído muita atenção no Myspace. Você pode ver pelos comentários o quanto eles são queridos pelo mundo todo. Os veteranos do Prog também estão voltando – existe um público ávido por essas bandas, e de todas as idades. É incrível ver essa mistura de jovens e adultos nos shows…

Progshine – E vocês consideram o Mermaid Kiss uma banda de Rock progressivo? Ou como eu, vocês acham que o Rock Progressivo é uma espécie de idéia, não somente um som específico?

Steve – O Rock progressivo sempre veio na minha cabeça como uma época específica. No entanto, eu acho que a palavra ‘progressivo’, em sua essência, é adequada para o nosso estilo. As influências que temos nos trazem diferentes elementos musicais e o nosso trabalho é usar essas influências para criar músicas bonitas e interessantes. E esse com certeza é o espírito do Rock Progressivo!

Jamie – Você tocou num ponto interessante – que o Rock Progressivo é uma idéia, e não um som específico. Nos anos 70 o ‘Prog’ era um termo usado para bandas muito diferentes entre si: Yes, Premiata Forneria Marconi, Jethro Tull, Gryphon, Pentangle, Traffic, Rare Bird, Gentle Giant, Soft Machine, Caravan, Steamhammer, Audience, Van Der Graaf Generator, King Crimson, Emerson, Lake & Palmer, Mahavishnu Orchestra e tantas outras – muitas dessas bandas tinham sons completamente diferentes umas das outras, mas todas queriam levar sua música ao extremo, tentar novas idéias, novas combinações de estilos musicais – folk, blues, jazz, rock, psicodelia, pop. Eles testavam instrumentos diferentes – alguns, por exemplo, não usavam guitarras. É como Steve disse – é o termo ‘progressivo’ do ‘Rock Progressivo’ que era importante. Atualmente esse não parece ser bem o caso, talvez isso aconteça mais aqui na Inglaterra do que em outras partes do mundo – mas eu acho que muitas bandas por aqui passaram a tocar o que se costuma chamar de… ‘Classic Rock’ e acabaram se afastando um pouco do ideal ‘progressivo’ do início.
Mas é claro que ainda existem muitas bandas por ai que seguem a idéia original do Prog, mas – elas parecem estar escondidas nas barbas de vários outros gêneros, especialmente no ‘clássico’ e na ‘world music’ mas também temos coisas interessantes no ‘folk’ e no ‘jazz’ e até, eu diria, no ‘country’ e no ‘hip-hop’. Não é que os fãs de Rock Progressivo estejam procurando nesses gêneros, o que é uma pena porque existem coisas extraordinárias neles.

Progshine – Há um fato curioso mencionado no release da banda, Evelyn realmente saiu da banda quando ela foi pra faculdade, ou foi uma coisa de ‘eu volto quando terminar’? Contem-nos um pouco sobre isso.

Evelyn – Todos temos nossas pressões na vida de tempos em tempos e quando eu fui pra faculdade foi inevitável que isso acontecesse já que eu estaria a mais de duzentos quilômetros de distância do resto da banda e eu não teria nem tempo nem condições financeiras de ir e vir o tempo todo. Na época eu não fiz nenhum tipo de comprometimento com a banda. E quando eu deixei a faculdade eu tinha o tempo necessário pra voltar a trabalhar com a banda o que é ótimo.

Progshine – Eu acabei de ler a nota sobre o American Images e eu realmente adorei. Me lembrou muito de coisas que acontecessem aqui no Brasil (eu acho que esse tipo de coisa acontece no mundo inteiro), não é ‘engraçado’ quando esse tipo de coisa acontece?
(N.E. A nota em questão é de Jamie contando uma história sobre a vez que acompanhou uma conhecida cantora inglesa que no momento em que cantava usava um sotaque falso americano).

Steve – Sim é engraçado. O mundo vai ficando cada vez menor. Eu só espero que os nossos sotaques não desapareçam. Eu sou do Nordeste da Inglaterra (alguém ai viu o filme Billy Elliot?) e eu tenho bastante sotaque. E se você é do interior você consegue distinguir o sotaque das pessoas há uns 15 quilômetros de distância. É uma parte rica e vibrante de nossa herança. Eu espero que isso sobreviva. Eu odiaria acabar em um mundo onde todas as pessoas soam iguais.

Progshine – Eu adoraria ouvir a música de vocês na rádio, e pensando nisso uma dúvida me ocorreu: as rádios inglesas são tão controladas pela mídia como as brasileiras? Por aqui é difícil ouvir mais do que 2 ou 3 estações, todas as outras tocam as mesmas músicas o dia inteiro.

Jamie – Com a chegada das rádios na internet não é mais tão difícil como antigamente para que nossa música toque, mas no momento a audiência dessas rádios são pequenas porque há tantas rádios pela internet que um público ainda não foi formado. Mas o importante é que a variedade de música que se pode ouvir hoje em dia é grande – é só procurar pelo que se quer ouvir.
Quanto às rádios convencionais, basicamente elas continuam as mesmas de sempre, repetindo as mesmas canções conhecidas infinitamente, mas finalmente as rádios online estão começando a abrir espaço e isso ajuda muito – então acredito que as opções por programações mais originais estão melhorando bastante.

Colin – As rádios são bem melhores por aqui do que eram a 10, 15 anos atrás, até as estações da BBC são inovadoras (especialmente a 6Music e a 1xtra). Eles apelam para a variedade musical – só os talk shows e os programas esportivos continuam exatamente os mesmos de 50 anos atrás!
Mas existem muitas estações na internet e também via satélite – a Inglaterra tem cerca de 300 estações disponíveis na internet. Eu acho que temos muita sorte. Por mais que tenhamos altos e baixos, somos abençoados com uma das maiores culturas musicais vivas do planeta… e isso é muito bom, e não há nenhum sinal de que isso vá diminuir. A música pode realmente fazer bem para as pessoas em momentos difíceis, e pouquíssimas outras coisas fazem o mesmo…

Progshine – Eu gostaria de agradecer a banda por dispor de algum tempo para atender o Progshine.com e eu gosto de deixar o último espaço das entrevistas livre, sintam-se a vontade!

Steve – Desde que a internet trouxe acesso para as pessoas do mundo todo a música, mais qualidade e mais variedade do que nunca antes foi visto. Meu conselho a todos é que aproveitem e celebrem isso.

Jamie – Eu gostaria de agradecer ao Progshine pelo interesse, e apoio ao Mermaid Kiss e à nossa música.

2 comments to Entrevista Exclusiva Com A Banda Inglesa Mermaid Kiss

  1. Cesar disse:

    Gostei muito da entrevista. Como estamos falando de uma banda ainda pouco conhecida por mim, esta entrevista serviu bem para aguçar a curiosidade pelo trabalho desse super grupo. Concordo quando dizem que
    o termo progressivo vem renascendo com a música que fazem bem como a nível mundial devido a globalização
    e consequentemente a internet e ao que ela tem disponibilizado, principalmente para quem esta a procura de
    novidades essenciais como o rock progressivo e é claro, o trabalho do Mermaid Kiss. Nestes tempos de desmistificação e consequente procura cada vez maior por uma divindade que possa suprir e colocar
    nossos corpos e espíritos cada vez mais em equilíbrio e harmonia com a natureza e em que estamos caminhando sob “um céu diferente” (A Different Sky), nada mais justo do que as harmonias, melodias e arranjos esmeradas produzidas por super bandas como esta para nos preencher tamanha lacuna em nossas almas. Parabéns por mais esta entrevista muito bem conduzida e fundamental para tantos que como eu se sentem órfãos pela falta que nos faz a verdadeira e mais autêntica expressão musical capaz de nos aproximar e nos por em contato com tudo que nos cerca bem como com a urgência com que toda forma de vida vem pedindo socorro neste planeta onde a cada novo dia olho para o amanhecer e sinto vibrar em meu coração a melodia “Nous Sommes Du Soleil”
    Muito obrigado grande Progshine, o planeta inteiro agradece!

  2. progshine disse:

    Cesar, mais uma vez fico agradecido com suas belas palavras.
    Obrigado pela visita sempre.

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