O Trem Do Futuro foi formado no estado brasileiro do Ceará no ano de 1981. Nesse período a banda apresentou-se em teatros e festivas em seu estado natal e arredores, com grande repercussão, depois de idas e vindas a estréia em disco aconteceu no ano de 1995.
Seu disco de estréia Trem Do Futuro (1995) foi lançado pela Progressive Rock Worldwide, obtendo excelentes comentários no Japão, Estados Unidos, França, Itália e outros países.
Apesar da boa repercussão do disco, por problemas de administração por parte do selo a banda não obteve o retorno esperado, adiando assim o lançamento do segundo disco, feito esse que ocorreu em 2007, após 12 anos. O Trem Do Futuro volta ao mercado fonográfico com o álbum O Tempo (2007), que mostra um progressivo com muitas flautas, guitarras e teclados, além de um vocal extremamente marcante.
Em sua formação estão Paulo Rossglow (vocais), Ulisses Germano (flautas e bandolins), Marcelo M. Leitão (guitarras e violões), Sidarta Guimarães (violinos), Marcos Bye Bye (bateria), João Victor (teclados) e Alan Kardec Filho (baixo).
O disco também é enriquecido com violino, bandolim, gaita e várias participações, trazendo uma atmosfera única em seu som extremamente bem construído e melódico.
Abaixo a entrevista exclusiva que Marcelo M. Leitão deu via e-mail ao site, sente-se confortavelmente que o Trem Do Futuro está prestes a deixar a estação.

ENTREVISTA:
Progshine – Ser uma banda de Rock Progressivo no Brasil não deve ser muito fácil, contem-nos um pouco sobre os prós e contras de se ‘escolher’ o Rock Progressivo pra tocar no Brasil. E de como a banda surgiu. Quais eram as influências iniciais?
Marcelo – Não é fácil não, mas a verdade é que o Prog. nos escolheu. Os pros é que fazemos nossa música com honestidade e gostando do que fazemos, o contra é que no Brasil, as pessoas ficam comparando as bandas daqui com as de fora, parece que só tem valor o que se faz lá fora, então é complicado.
A Banda surgiu à partir do Paulo, ele formou uma Banda para participar de um Festival de inauguração de uma rádio FM aqui de Fortaleza, colocou o nome de Trem Do Futuro, fui ver esse Festival, a performance do Paulo me chocou, eu sou amigo da família dele desde a infância, pois nascemos em Juazeiro do Norte na mesma rua, viemos na mesma época morar aqui em Fortaleza. Bem, depois do Festival comecei a estudar bateria e resolvemos formar a Banda pra valer, conhecia o Gilmar Moura do colégio e o chamamos para a banda, na época ele tocava baixo, chamamos um cara que morava perto do Gilmar, o Breno para tocar guitarra, o Paulo nessa época tocava violino, com essa formação participamos do Festival do IBEU ( Instituto Brasil – EUA), ganhamos o Festival e também a melhor interpretação. Depois sai do Trem Do Futuro e fundei a Opus Banda, nesta época fazia conservatório (Violão Clássico), fizemos alguma apresentações juntos, Opus Banda e Trem Do Futuro, as duas bandas acabaram e eu e o Paulo resolvemos fazer outra banda O Doente & os Duendes, depois ficou Os D&os Ds, porque vivíamos trocando a ordem das palavras, então em uma matéria de jornal o cara que fez a entrevista nos perguntou qual era o nome de hoje? E ele mesmo colocou Os D&os Ds, assim ficou, nessa época entrou o Marcos Bye Bye e o Jomar Sérgio, depois o Ulisses na flauta, então pensamos em um teclado, como o Gilmar fazia conservatório e estudava piano, resolvemos chamá-lo, ele entrou com a condição que o nome Trem Do Futuro voltasse, com essa formação fizemos o primeiro Cd.
As influências vão desde Bandas Cabaçais (nossa infância no interior, a garotada vivia correndo atrás das bandas pelas ruas), Luis Gonzaga, Violeiros, Repentistas, Cego Oliveira, Roberto Carlos, The Fevers, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis, Ataulfo Alves, Orlando Silva, música de parque de diversões, o Paulo tinha um irmão mais velho que estudava em Fortaleza, daí quando ele ia de férias levava alguns discos, começamos a escutar Mutantes, Beatles, Bob Dylan, Paul Simon e outros sons ainda não assimiláveis, depois viemos todos morar em Fortaleza, e eu sempre ia passar férias no Juazeiro, fui morar em Fortaleza depois, e numa dessas férias um primo meu levou Pink Floyd (The Dark Side Of The Moon (1973), Atom Heart Mother (1970), Meddle (1971), Ummagumma (1969) ), daí irmão me tornei um colecionador de discos de Rock, Jethro Tull, Focus, Genesis, Van Dder Graaf Generetor, Led Zeppelin, Deep Purple etc… muita coisa cara, íamos escutar som um na casa do outro toda tarde, trocar idéias essas coisas… então é muita informação.
Progshine – Vocês vem de um estado (Ceará) não muito comum com o Rock e principalmente com o Rock Progressivo, pelo menos não que o resto do Brasil saiba, contem-nos se existe uma cena e se a mesma possuis boas bandas.
Marcelo – No Ceará só pra você ter uma idéia, há três anos o BNB (Banco do Nordeste do Brasil) faz o Rock Cordel, acontece em Janeiro e vai do dia 14 ao dia 31, esse ano participaram 112!! bandas (todas de Rock) acontece aqui em Fortaleza e em cidades do interior, teve uma circulação de publico de 30.000 pessoas, mais de 13.000 ingressos foram distribuídos, em Fevereiro no Carnaval tem o Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga uma cidade que fica em cima da serra, a 100 km de Fortaleza (no Ceará também tem frio, risos), tem atrações locais, nacionais e internacionais, com oficinas e intercâmbios com músicos de todo o planeta, tem também o Festival Pé de Serra que acontece em Pacatuba a 40 km de Fortaleza (mais voltado para o Rock), no meio do ano tem O ForCaos, que é organizado por uma associação de bandas de Rock, na mesma época do Fortal (que é uma festa de rua com trios elétricos e “musica bahiana”), e tem também o festival da Serra de Paraipaba, focado mais para estudantes de música de todo o Brasil, onde acontece intercâmbios, oficinas, palestras, shows etc, já veio muita gente boa para esse festival, Hermeto Pascoal, Chico Batera e outros, temos também vários bares que só tocam bandas de Rock, autorais são poucas, mais covers, e muitas bandas boas.

Progshine – Ainda falando sobre as dificuldades, de alguma maneira isso impediu o lançamento do 2º disco da banda, já que o primeiro, Trem Do Futuro data de 1995, 13 anos antes do lançamento do disco O Tempo?
Marcelo – Não. O que aconteceu foi que o primeiro Cd não foi o esperado em termos de retorno, tivemos muitas promessas, nada de concreto, fomos enganados pelo Senhor Marcio Mello da Progressive Rock, financeiramente não recebemos nada, os Cds não eram numerados e não tínhamos o controle sobre o número de Cds lançados, na época que saiu o Cd, ele nos ligou querendo fazer um contrato para mais dois Cds, ainda bem que não aceitamos, vi recentemente um blog, que nos tem como uma banda inglesa! Achamos que os direito do Cd foram vendidos. Então Ficamos muito decepcionados com isso tudo (parece me que outras bandas da Progressive passaram pelo mesmo problema), só fazíamos apresentações e não nos preocupávamos com outro Cd, como juntamos muito material, achamos que tinha chegado a hora de um novo Cd. Nada acontece por acaso, tudo tem sua hora.
Progshine – Como anda a divulgação da banda pelo Brasil? Há planos para a carreira exterior também?
Marcelo – O Cd está muito bem obrigado, a receptividade está muito boa, inclusive alguns críticos o elegeram como um dos melhores lançamentos do ano, a Masque Records tem feito uma ótima distribuição, alguns amigos de outros estados mantiveram contato para adquirir o Cd e compraram com facilidade em suas cidades, tem vários blogs falando sobre o Cd, nós estamos fazendo nossa parte também, temos tocado muito por aqui e em outras cidades e temos sempre um público legal e carinhoso com a gente. Quanto a carreira no exterior, o Cd está circulando por ai, claro que pensamos em divulgar nossa música seja onde for…

Progshine – Notei que O Tempo tem muita influência da parte acústica da banda, violinos, flautas, bandolins, violões, normalmente é assim que as músicas nascem?
Marcelo – O Violão é um instrumento que me fascina, tenho formação Clássica, gosto de estudar o Violão, nesses estudos vão saindo os fragmentos das minhas composições, quando a música vai ganhando corpo já vou imaginando os outros instrumentos, as Flautas de um modo geral também me fascinam, doce, contralto, transversal, flautim etc, o Violino resgatamos neste Cd, pois o Paulo tocava Violino antes e largou por causa de suas performances no palco, o Sidarta veio preencher o posto. Nunca sento para compor, acho que é um estado de espírito, quando menos espero tenho a música, com o Paulo é diferente, geralmente ele compõe a melodia ou a música em uma única corda do instrumento (ele tem um baixo em casa, risos), então nos juntamos e trocamos idéias sobre acordes e arranjos, temos um bom sincronismo. Depois que as músicas vão para ensaio, gostamos de deixar cada um a vontade para criar em seus instrumentos, não ficamos policiando o que fazer, as coisas devagar vão se encaixando com muita conversa.
Progshine – Como foi o processo de gravação do álbum O Tempo e qual a maior diferença entre ele e o primeiro álbum?
Marcelo – A maior diferença foi à calma para fazê-lo, pois fizemos sem pressão, experimentando em estúdio, que é o grande laboratório do musico, algumas músicas que entraram nesse Cd fora feitas praticamente em estúdio, tiramos algumas que estavam prontas e substituímos. No primeiro tivemos uma grande pressão da Progressive para terminar, isso nos prejudicou, várias coisa ficaram por fazer, inclusive a parte técnica é muito ruim. Só depois de pronto é que fomos atrás dos contatos para lançamento.
Progshine – Como foi o contato com a Masque Records para o lançamento?
Marcelo – Nós íamos fazer esse Cd pela Musea, inclusive tivemos alguns contatos, depois vimos que ficaria inviável devido aos custos com importação, o Cd ficaria muito caro para o Brasil, entrei em contato com outras produtoras, não tava pintando uma energia legal, então um amigo meu (o Adjacy), sugeriu a Masque Records, entramos em contato e vimos que tinha tudo a ver conosco, pelo esforço que eles tem de fazer uma produção das melhores, pela honestidade com que conversamos, por já conhecerem e gostarem do primeiro Cd e pela amizade que fizemos com o Gustavo, estamos muito satisfeitos com o resultado.

Progshine – Uma das coisas que me chamou atenção no álbum foram as letras, elas foram escritas com uma perspectiva diferente do que normalmente vemos em português, de quem são e quais os cuidados que a banda procura ter com as mensagens que passa?
Marcelo – Tivemos a sorte de crescermos ao lado de pessoas que tinham bom gosto, tanto literário como musical. Lemos muito desde cedo, tanto poesias, Fernando Pessoa, Drummond, Bandeira, Cassiano Ricardo, Jorge Luis Borges, Neruda por ai vai, a Literatura fantástica do Gabriel Garcia Marques, Euclides da Cunha, Machado de Assis, os autores que víamos em biografias de “ídolos” do Rock, líamos muita filosofia na adolescência, literatura de Cordel e por ai vai… Então sou eu e o Paulo quem fazemos as letras, onde tem co-autoria de músicas, o Paulo sempre faz a letra e eu a música. Achamos um desperdício termos um meio de comunicação como a música, para dizermos o que sentimos e falar banalidades, não passando uma mensagem que diga alguma coisa para o crescimento humano, pois a música é abstrata, onde não podemos tocar, só sentir, acho que a única comunicação com Deus. Eu digo sempre que somos o Salvador Dali do Progressivo, risos.
Progshine – Houve muitas participações especiais no disco, contem-nos sobre elas. Por exemplo, existem duas participações digamos ‘inusitadas’ como uma guitarra steel e uma harmônica.
Marcelo – Já passaram muitos músicos pelo Trem, parece uma escola (risos), tipo o Mothers of Inventions do Zappa, (mais risos). No primeiro Cd não tivemos participações por falta de tempo, nesse foi diferente tivemos tempo para experimentar. A Guitarra steel, é o Alvim que faz, ele tem uma Banda de Blues, chamada De Blues em Quando, eu o vi tocando em uma apresentação, eu tinha acabado de fazer a primeira parte da introdução de Búfalos Audazes no violão, ai pensei, achei o complemento, risos, foi interessante que, quando ele chegou no estúdio, não conhecia a música, depois de algumas passadas eu pedi ao cara para gravar sem que ele soubesse, quando ele veio pedir a música para levar e estudar para gravar, eu disse que a guitarra já estava gravada, ele não acreditou e disse que poderia fazer melhor, mas ficou assim mesmo, penso que a emoção do momento te leva a outros rumos, se você pensa muito pra colocar uma coisa em termos de música a emoção já foi, fica igual comida boa, mas fria. O Diego é médico e toca Gaita na mesma banda do Alvim, é um estudioso de Gaita, tem intercâmbio no Mundo todo inclusive projeta amplificadores para Gaita, é mais músico que médico. Essa música na Trilha do Diabo é do meu irmão, vem do tempo da Opus, antigona, resolvemos resgatá-la e fazer um Blues Progressivo!, para dar uma quebrada no Cd, e ficou ela e o Homem Antigo, quebrando tudo, risos. A Claudy é cantora Gospel, foi também no improviso, ela grava jingles, participações, essas coisa, inclusive foi morar no RJ. Tem o Edson Távora Filho, um puta músico, morou em São Paulo por longas datas, tocou com muita gente boa, voltou a morar aqui e montou um estúdio, tocou em algumas apresentações da Opus e do Próprio Trem, Mas curte mais Jazz. O Julinho Silva é musico de estúdio e técnico, toca todos os instrumentos, foi nosso coringa, pois tivemos que tirar o Gilmar Moura no início das gravações, uma pena…

Progshine – As capas dos dois discos da banda são primores no que se refere à arte em capas, de quem são e o que vocês acham das artes em capas de discos, são uma peça importante?
Marcelo – A do primeiro Cd é do Jô Nunes, não conheci o cara, foi aprovada através de provas mandadas para nós, a poucos dias ganhei um Cd do Turíbio Santos e a arte da capa foi feita por ele.
Quanto ao segundo Cd foi uma grande surpresa e muito boa por sinal, quando o Gustavo nos mandou, já estava tudo ali. Foi feita pelo Gustavo Sazes, da Arte Abstrata de São Paulo, me parece que ele faz arte para o mundo todo. A capa é o cartão de visitas de qualquer Banda ou músico, esperamos ter correspondido com o conteúdo, pois ficou muito boa!
Progshine – Todos sabemos do ‘mercado paralelo’ que a internet trouxe para a música com o download ilegal, o que a banda pensa a respeito? Por exemplo, o primeiro trabalho da banda ainda pode ser comprado ou vocês pensam em fazer uma reedição ou quem sabe disponibilizá-lo para os fãs?
Marcelo – hoje você não pode pensar em ficar fora da Internet, pois te colocam a força (risos), acho que tem tudo haver para divulgação, quem gosta realmente da Banda ou do Artista, gosta de ter o Cd em casa com todas as informações, essas coisas… agora, vai se tornando um habito, essa geração que tá vindo ai só pensa em baixar as musicas, aí prejudica quem batalha pra fazer, mas o que dá retorno são as apresentações ao vivo, infelizmente o Brasil não dá a estrutura para bandas independentes mostrarem seu trabalho em outros estados. Ainda não temos cultura para isso.

Progshine – Quais são os planos futuros da banda, em se tratando de shows e novas gravações? Alguma data confirmada para os próximos meses?
Marcelo – estou pensando em viajar para o eixo Rio, São Paulo, Belo Horizonte e tentar marcar umas apresentações, para isso temos que ter uma certa estrutura e estamos batalhando para tal, através de empresas e projetos, ainda não tem data certa, mas espero que logo. Gravamos um Dvd no lançamento do Cd aqui no Teatro José de Alencar, um Teatro belíssimo de cento e tantos anos, e vamos fazer a edição com calma e intercalar com outras apresentações, depois vamos tentar lançar.
Temos shows agendados por aqui.
Progshine – Sempre gosto de deixar o espaço final livre para os agradecimentos e comentários da banda, fiquem a vontade!
Marcelo – Só dizer que nossa música é feita com toda honestidade possível, não podemos fugir de nossas influências, pois o homem é produto do seu meio. Que o Brasil cresça em termos de cultura, que valorizem o que se faz aqui, a música é universal, é algo que não precisamos entender e sim sentir, e enquanto alguns ficam discutindo quem parece com quem, nós perdemos o foco do sentimento, temos que abrir nossas mentes, expandir nossos horizontes. Temos orgulho daquilo que fazemos e não é fácil, temos sacrificado varias coisas para fazermos o que gostamos e isso em um país como o Brasil é muito difícil, principalmente no Nordeste, onde pessoas desinformadas de outras regiões acham que aqui só tem pobreza e descaso, não é bem assim, sinto que algumas pessoas com quem tive contato, ficam com tendência ao preconceito, porque acham que não podemos fazer música de boa qualidade nesse estilo, que só os outros países podem, pois saibam que dos sonhos é que saem as coisas mais verdadeiras e somos todos sonhadores, sobrevivemos a tantas coisas e ainda vamos sobreviver por muitos anos, pois como afirmou o Nietzsche, A VIDA SEM A MÚSICA SERIA UM ERRO.
Agradecemos a todos vocês que tem nos dado uma Força, a Masque Records, na figura do Gustavo, por acreditar no Trem Do Futuro, e a todos vocês que gostam da nossa música.
Abração.
Informações:
Myspace
Orkut
Compre O CD
Como é bom saber que tem gente por aí neste mundão, fazendo a melhor música.
Espero em breve por um show aqui em São Paulo.
Um grande abraço.
Parabéns a banda pela qualidade do trabalho no geral. Fico feliz de sermos (TEMPUS FUGIT) do mesmo selo que o TREM do FUTURO!!:~)
Parabens a banda. Comprei o 1º cd em 97 e me apaixonei pelo som. O segundo é melhor ainda. Não sai do meu aparelho!!!
Torço muito por show aqui no Rio!! e espero q o DVD saia mesmo!!
Força e q muitos outros cds venham!!!!
Abraço!
Adoro o som da banda.As letras são poesia e a música nos faz viajar,sem falar da interpretação do Paulo que é perfeita. Parabéns a todos!
Pessoal, muito obrigado pela visita e pela boa receptividade!!
Bem, o que falar dessa banda?!?!?! Conheço o Trem do Futuro há bastante tempo e não há nada o que falar anão ser: O Trem é simplismente incrível, com a mais alta qualidade de letras e arranjos.
Parabéns a todos que compoem a banda e que apesar da falta de cultura no nosso País ainda existam muitas pessoas que sabem escolher uma boa música.
Parabéns, Trem do Futuro!!!!!
Abraços,
João Efrem
Primeiro quero parabenizar voce progshine por esta importante iniciativa de por meio deste site estar resgatando o Rock Progressivo, seja mundialmente falando ou seja principalmente no ambito nacional ou
brasileiro. Quero também aproveitar para esclarecer que estive de férias desde que enviei um e-mail com gravações raras do Yes, feitas na França e só agora estou voltando a atualizar meus contatos pela internet.
Nesta entrevista exclusiva com a banda Trem do Futuro, fiquei impressionado com o alto nivel com que o
rock que eles produzem é tratado. E não poderia ser diferente pois um dos motivos para a queda deste estilo
musical no final dos anos 70 foi a chegada e consequente invasão de bandas que pouco ou nada primavam em termos musicais mas que embaladas pela mídia consumista davam lucro e quando o $$ fala mais alto a sociedade é quem paga o preço e foram algumas gerações que acabaram sucumbindo a altas overdoses de
ruídos, rugidos e barulhos que hoje estão catalizando toda sua decepção em meio ao falso underground que prima por todo tipo de auto-mutilação embalado por mais ruídos e sons repetitivos para não falar de outros agravantes. Quando progshine aborda o estado do Ceará de onde a banda se originou, como sendo pouco familiarizado ou conhecido pelo rock que produz, principalmente o progressivo, me veio a mente alguns ícones da cena musical cearense como Ednardo e Robertinho de Recife que de certa forma também tiveram que enfrentar algumas barreiras culturais para incluir em seus repertórios, ecos do sempre virtuoso rock progressivo. Enfim, espero mesmo que esta nova banda obtenha o merecido reconhecimento cada vez mais por este seu novo trabalho e consciente de que seu lugar ja esta garantido em meio ao seleto mas cada vez maior número de pessoas que estão redescobrindo esta que é a representação mais evoluída do ponto de vista técnico e harmônico da música espero que com seus trabalhos possam fazer renascer uma nova aurora para o melhor do rock. Desejo também que todos os caminhos se abram para voces que compõem esta formidável banda. Um grande abraço a todos especialmente a voce progshine, nosso querido D. Quixote e baluarte nesta busca e incentivo ao que muitos procuram mas poucos encontram.
João, um abraço forte, obrigado pela visita e elogios.
E Cesar, pouco posso falar, muito muito obrigado pelas palavras!
Sejam sempre bem vindos ao site, feito de um amante da música para outros
Sempre gostei do som da banda Trem do Futuro, já fui em diversos shows da banda, tenho uma grande admiração pelo meu tio, Marcelo Macêdo, que é o guitarrista da banda. Há muito tempo essa banda nos surpreende com a originalidade e a qualidade de suas músicas, sou um grande fã da banda, gosto muito dos som desses caras! parabéns pelo excelente trabalho de vocês, todo o sucesso do mundo é oque eu desejo a banda e é oque vocês merecem, é isso ai! valeu, abraços!
Longa vida ao Progressivo!!!!!!!!!!!
Sou fã da banda Trem do futuro e me orgulho de ser do mesmo estado que nasceu a banda. Suas músicas com excelente conteúdo vem mostrar a todos a qualidade musical existente no nordeste e em nosso país. As letras possuem muita subjetividade. Uma rara beleza encntrada apenas em mentes privilegiadas e pensantes . Espero em breve vê-los tocando . Desejo muito sucesso nessa caminhada abraço a todos.