Sérgio Dias D’Os Mutantes Comemora 60 Anos Em Turnê Americana

O músico paulistano Sérgio Dias Baptista, que completou 60 anos nesta quarta-feira (1), resolveu comemorar seu aniversário dando continuidade à turnê norte-americana da versão recauchutada d’Os Mutantes, de volta aos palcos desde 2006.

Antes caçula da formação clássica da banda – Rita Lee e o irmão Arnaldo Baptista são dois anos mais velhos –, hoje Sérgio aguenta o peso de ser o patriarca do grupo, que lançou Haih Or Amortecedor (2009) em 2009, o primeiro disco desde o Ao Vivo (1976) de 1976.

Mesmo na estrada passando por cidades americanas como Dallas, Austin, Houston, Nova Orleans, Atlanta, Washington, Nova York, Chicago, Seattle e Boston, a equipe que cerca o guitarrista (incluindo sua mulher, Lourdes) não permitiu que o mais novo sessentão do rock brasileiro deixasse a data passar em branco.

A comemoração aconteceu no show d’Os Mutantes em São Francisco, na Califórnia, realizado nesta terça-feira (30). Além dos fãs e dos companheiros de banda, executivos de gravadoras e profissionais da Agency Group, empresa que vende os shows do grupo, bateram palmas para Sérgio. A turnê norte-americana termina nesta quinta-feira (2) em Los Angeles.

Leia o diário de bordo da banda na íntegra escrito pela mulher de Sérgio, Lourdes

“A turnê tem atraído um público cada vez mais jovem que se renova a cada apresentação. Uma curiosidade do show é que Os Mutantes sempre perguntam a plateia se querem escutar as músicas em português ou em inglês para entenderem as letras. Mas a grande maioria prefere em português. A banda está cada vez mais enturmada e diante de tantas horas de estrada na van começam a aparecer as manias de cada integrante: Sérgio tem mania de morder: diz que é amor descontrolado. Apesar dos gritos de ‘pára Sérgio’, não adianta. A presa fica dominada.

Em Nova York, foi ‘sold out’. O Webster Hall, com capacidade para 1.400 pessoas, estava completamente lotado. Em contrato, quando uma casa de espetáculo vende mais do que um número de ingressos que começa a dar lucro para a casa, Os Mutantes passam a ter uma porcentagem sobre a venda. Foi o que aconteceu em Nova York. Os donos da casa naquele dia estavam sorrindo pelo sucesso alcançado e já querendo garantir a presença do grupo na próxima turnê.

Em Washington, na tradicional casa de espetáculo 9:30, a BBC iria filmar apenas as sete primeiras músicas. Acabou filmando o show inteiro. Depois foram para o camarim agradecer pelo espetáculo e por lá ficaram. Virou uma festa naquela outra noite fria de Washington. Em Chicago, era a segunda vez da banda naquela casa lotada, com capacidade para 1150 pessoas. O produtor foi ao camarim querendo conhecer pessoalmente todos.
Em Mineápolis, Massachusetts, fomos recebidos como grandes amigos que se veem outra vez. Fizeram um camarim especial. Muito carinho. Podíamos ver que tudo foi pensado para que os Mutantes se sentissem em casa e, realmente depois de vários shows já executados, foi assim que sentimos: “Estamos em casa”.

Outra coisa curiosa aconteceu naquele dia. O orvalho que caía durante a noite congelou e ao sair da casa de espetáculo encontramos um chão escorregadio. Todo mundo acabou caindo. Sérgio caiu e ao se apoiar na queda machucou a mão.
O Fernando Bispo, que é nosso tour manager e mora em Oregon, acostumado com a neve, estava preocupado com as notícias. Eram vários acidentes na estrada devido ao chão deslizante. Estávamos pensando em dar mais duas horas para ver como se o tempo iria abrir, quando chegou Mark, diretor da casa, nos informando que as estradas estavam fechadas. Acabamos tendo que dormir no camarim. Pela manhã, saímos e vimos alguns carros capotados. Seguimos para a próxima parada com muita cautela.
Agora estamos em Seattle. Viemos de avião. Seriam 23 horas de estrada e como o cansaço se faz presente, preferimos chegar na frente para aproveitarmos dias de descanso. A banda está chegando de van. Pararam às 22h para no dia seguinte continuar na estrada. Sérgio e Dinho [baterista] estão sempre telefonando para saber como estão indo nas estrada. Pararam numa estação de esqui para brincar com a neve. Fizeram bonecos de neve, guerrearam com bolas de neve. Parece que se divertiram bastante. Amanhã vamos para Vancouver, Canadá.

Em Montreal no Canadá, no dia 16 de novembro, Os Mutantes tocaram no Le National. Era outra casa conhecida da tour passada. Um teatro lindo, pessoas lindas. Alguns fãs após o show faziam questão de afirmar que era a segunda vez que assistiam ao show e quantas vezes Os Mutantes voltassem eles também voltariam.
O segundo show dos Mutantes era em um tradicional festival americano chamado Fun Fun Fun Fest, em Austin, no Texas. Havia três palcos e a banda começou a tocar por volta das 16h. Os aplausos vieram na entrada da banda, acompanhados de olhares curiosíssimos.

Em Portland, a alegria se repete. O técnico de som da casa deixou a mesa com Fernando Bispo e foi para o meio do público. Naquela hora ele queria ser público mandando tudo pro espaço e a mesa na mão do Bispo.

Em Vancouver, o segurança deu uma bobeira porque esqueceu que era o segurança do show e uma menina aproveitou e subiu no palco sendo em tempo segurada pela cintura e não atingindo seu objetivo que era estar junto com a banda. Enlouqueceu.”

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‘Os Mutantes São Como Os Beatles’, Diz Líder Do Apples In Stereo

Por Amauri Stamboroski Jr.

A julgar pela empolgação de Robert Schneider, fundador, guitarrista e vocalista do grupo de rock psicodélico americano Apples In Stereo, ele é o estrangeiro mais empolgado com a realização do Festival de Música SWU, em Itu, do qual a banda participa no sábado (9). A animação se deve especialmente a um nome: Os Mutantes.

“Meu Deus!”, dispara o cantor em entrevista por telefone ao G1. “Eles são uma das nossas bandas favoritas de todos os tempos, uma grande influência para os Apples, e um dos melhores grupos em toda a história”, elogia, contando que já assistiu o grupo duas vezes nos EUA.

“Eu gosto da Tropicália, mas Os Mutantes são como os Beatles para mim. Vai ser incrível tocar no mesmo dia que eles. Aliás, eu nem acredito que vamos tocar no Brasil, é muito legal”, continua Schneider, sem parar para respirar.

Ele criou o grupo em 1992, inicialmente usando apenas o nome The Apples, inspirado pela faixa “Apples And oranges”, do Pink Floyd. A banda lançou seu primeiro álbum, o lo-fi Fun Trick Noisemaker (1995), ajudando a dar forma e conteúdo musical ao coletivo Elephant 6, que reuniu grandes nomes da psicodelia independente nos EUA dos anos 90.

“Nós queríamos subverter destruir a música pop da época”, lembra o músico. “Não tínhamos nada a ver com aquilo. Não queríamos usar um estúdio profissional, não queríamos lançar os discos por uma grande gravadora. Queríamos criar uma cena nova – mas é claro que era um objetivo impossível”, pondera.

Legado
Apesar de não ter reinventado a música, Schneider acha que a Elephant 6 conseguiu criar um legado com discos como In The Aeroplane Over The Sea (1998), álbum do Neutral Milk Hotel produzido por Robert, que se tornou um clássico cult e figura em listas de melhores dos anos 90 de veículos como o site Pitchfork; e com bandas como o Of Montreal, grupo de rock favorito de Jay-Z e que se apresenta no Brasil em novembro.

“De certa forma isso aconteceu, a indústria entrou em colapso, as gravadoras encolheram, e apareceu essa nova onda interessante de bandas indies psicodélicas. E a gente começou com um gravador de quatro canais num porão”, comemora o músico.

Ele define seu novo disco, Travellers In Space And Time (2010), como um álbum “para o futuro”. “Pegamos elementos daquilo que amamos nos anos 60 e lançamos para o futuro. Sempre fui aficionado por ficção científica”.

O disco anterior, New Magnetic Wonder (2007), trazia invenções como uma “escala musical não-pitagórica”, e marcava a volta do grupo para a psicodelia, após um período de rock básico com álbuns como Velocity Of Sound (2002). “Queríamos fazer um álbum que ficasse para sempre, que definisse nosso som, que ficasse para a posteridade”, diz Schneider.

A inspiração veio de Smile (1968), a “obra perdida” dos Beach Boys que foi recuperada e regravada por Brian Wilson em 2004. “Eu ouvi esse disco em vinil, na primeira cópia de teste, no estúdio onde Wilson gravou o álbum – estava gravando um projeto solo meu na época. Foi o mais perto de uma experiência religiosa musical que eu já tive. Depois disso eu pensei que tudo era possível”.

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Os Mutantes Ganham Tributo Com Artistas Latinos

Por Eduardo Guimarães

El Justiciero, Cha, Cha, Cha (2010) é o nome de uma nova homenagem ao legado musical dos irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, mais conhecidos como Os Mutantes, que está sendo lançada no Brasil e em outros países latino-americanos de forma independente.

O álbum reúne artistas de diferentes países como Aterciopelados (Colômbia), Martín Buscaglia (Uruguai), Café Tacvba (México), Rosal (Argentina) e Raúl Refree (Espanha). Também há brasileiros no disco. Arnaldo Antunes divide os vocais com Liliana Herrero em ‘Beija-me Amor’ e o próprio Sérgio Dias participa em ‘Vida De Cachorro’ junto com a banda Aterciopelados.

Arnaldo Baptista deixa sua marca na capa do tributo. A pintura que ilustra o encarte foi feita por suas mãos, com trabalhos gráficos de Martín M. Pérez.

Um perfil foi criado no MySpace onde é possível ouvir quatro músicas do disco: ‘Ave Lucifer’ (La Manzana Cromática), ‘Hey Boy’ (Rosal), ‘Beso Exagerado’ (Martin Buscaglia) e ‘Cualquier Bobada’ (Manuel Onís). Acesse o perfil AQUI.

Abaixo o repertório do álbum:
1. Ave Lucifer (La Manzana Cromática Protoplasmática)
2. Vida De Cachorro (Aterciopelados + Sergio Días)
3. Hey Boy (Rosal)
4. Beso Exagerado (Martín Buscaglia)
5. O Relogio (Café Tacvba)
6. 2001 (Raúl Refree)
7. Beija-me Amor (Liliana Herrero – Arnaldo Antunes)
8. El Justiciero (Omar Giammarco)
9. Mutantes E Seus Cometas No Pais Dos Baurets (Fernando Cabrera)
10. No Te Vas A Perder Por Ahí (Pablo Dacal)
11. Cualquier Bobada (Manuel Onis)
12. Balada Del Loco (La Chicana)
13. Minha Menina (Fito Páez)
14. Disculpe, Babe (Silvia Pérez)
15. Panis Et Circenses (Pequeña Orquesta Reincidentes)
16. Fuga Nº II (Ana Prada)
17. Baby (Carlos Casacuberta)
18. Asdrúbal E Seus Cometas No País Do Baurets (Asdrúbal)

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Os Mutantes Vão Tocar Em Festival Em Itu (SP) Em Outubro

O festival SWU Music and Arts, que acontece entre os dias 9 e 11 de outubro na fazenda Maeda, em Itu (SP) confirmou nesta sexta-feira (30) a apresentação d’Os Mutantes, que completam 40 anos de carreira. A banda toca no mesmo dia em que o Rage Against The Machine, que também teve sua participação anunciada nesta sexta.

Os Mutantes lançaram ano passado o CD Haih… Or Amortecedor… (2009) nos Estados Unidos e Europa. O álbum, que traz um inédito repertório contendo 13 faixas e conta com as participações de Tom Zé e Jorge Ben, sai no Brasil em setembro pela gravadora Coqueiro Verde Records.

O lançamento internacional já garantiu à banda duas turnês americanas, uma na Europa, incluindo uma apresentação no estival inglês Glastonbury deste ano, e outra na Austrália. A próxima turnê pelos EUA terá início em novembro deste ano, com apresentações em mais de 15 cidades. A vanda segue para a Austrália em março de 2011.

Além dos veteranos Sérgio Dias (voz e guitarra) e Dinho Leme (bateria), a formação atual conta com a voz feminina de Bia Mendes, que substituiu Zélia Duncan a partir de 2008, Fabbio Recco ( vocal, piano), Henrique Peters ( vocal, teclado), Vinicius Junqueira ( baixo) e o multi-instrumentista Vitor Trida (vocal, violões, flauta transversal, flauta doce, violino e clarinete).

Os ingressos para o evento estão à venda pelo site www.ingressorapido.com.br e nos pontos de venda do festival. A entrada para um único dia custa R$ 190 (pista comum) e R$ 560 (pista vip). O passaporte para os três dias , à venda a partir de segunda-feira (2), tem o valor de R$ 570 (pista comum) e R$ 1.680 (pista vip). Esses preços são referentes à entrada inteira do festival.

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Disco Novo D’Os Mutantes Finalmente Chega Ao Brasil Em Maio

Após mais de 6 meses de lançamento oficial o disco Haih… Or Amortecedor… (2009) d’Os Mutantes finalmente será lançado em terras brasileiras.

Nesta quinta-feira (18), foi confirmado o lançamento do novo disco de estúdio do grupo pela Coqueiro Verde Records para o mês de Maio, no entanto ainda sem um dia definido. Para coincidir com o lançamento do disco, a banda faz apresentações pelo país: Porto Alegre (06/05) e Curitiba (08/05) já estão confirmados. Ainda não foram divulgadas informações referentes aos locais e valores dos ingressos.

A formação atual da banda conta com osmutantes originais Sérgio Dias (guitarra e voz) e Dinho Leme (bateria) e os novos mutantes Bia Mendes (voz, percussão), Henrique Peters (vocais, teclados, hammond), Fábio Recco (vocais, teclados), Simone Sou (percussão), Vinícius Junqueira (baixo), Vítor Trida (multi-instrumentista).

O tracklist de Haih… Or Amortecedor… (2009) será o mesmo da edição internacional:
1. Hymns Of The World P.1 (Intro) – 0′32
2. Querida Querida – 4′13
3. Teclar – 3′11
4. 2000 e Agarrum – 3′21
5. Baghdad Blues – 5′17
6. O Careca – 3′55
7. O Mensageiro – 3′59
8. Anagrama – 4′12
9. Samba Do Fidel – 5′31
10. Neurociência Do Amor – 4′09
11. Nada Mudou – 5′15
12. Gopala Krishna Om – 3′38
13. Hymns Of The World P.2 (Final) – 1′50

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Mutantes Divulga Primeiros Shows No Brasil Para Maio

Depois de Sérgio Dias adiantar ao UOL Música que Os Mutantes viria ao Brasil no segundo semestre, a banda anunciou no site oficial as duas primeiras datas da turnê no país. O grupo vai tocar em Porto Alegre no dia 6 de maio e em Curitiba no dia 8 do mesmo mês. Os locais e preços de ingressos não foram divulgados.

Os Mutantes vem ao país divulgar Haih… Or Amortecedor… (2009), disco que foi lançado no ano passado nos Estados Unidos, mas continua inédito no Brasil. “A gente pretende lançar o disco agora no meio do ano aí no Brasil, que vai ser diferente do que a gente lançou nos EUA, com outras músicas”, disse Sérgio Dias.

Liderado por Sérgio Dias, o renovado grupo –sem Rita Lee ou Arnaldo Baptista– traz em sua formação atual os integrantes Dinho Leme (bateria), Henrique Peters (teclado, flauta e voz), Vitor Purusha (teclado, flauta, cello, guitarra e voz), Fabio Recco (voz, violão e percussão), Bia Mendes (voz e percussão) e Vinicius Junqueira (baixo).

Nesta terça-feira, Sérgio Dias falou de Las Vegas, nos Estados Unidos, sobre a nova fase do Mutantes, as colaborações com Devendra Banhart e Beck e os motivos do disco ainda não ter sido lançado por aqui (leia aqui a entrevista).

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Divulgada Capa E Tracklist De Haih… Or Amortecedor, Novo Disco D’Os Mutantes

O primeiro disco de inéditas d’Os Mutantes em 35 longos anos, já tem capa e tracklist oficial divulgado. Haih… Or Amortecedor… (2009) é o primeiro álbum da banda a ser capitaneado apenas por Sérgio Dias e com a nova vocalista Bia Mendes.

Ainda não há previsão para o lançamento do disco no Brasil, mas ele vai sair nos Estados Unidos, na Europa e no Japão no dia 8 de setembro através do selo Anti/Epitaph.

Em entrevista exclusiva concedida ao Virgula Música, Sérgio Dias explicou o problema do lançamento no Brasil dizendo que não poderia ficar esperando a boa vontade da Sony/BMG pra lançar o álbum, por isso optou por um selo estrangeiro.

“É um disco completamente honesto. Para se fazer um CD depois de uma carreira como a do Mutantes, e num momento importante como esse, quando essa carreira está tão vista internacionalmente, o mínimo de respeito que você deve ter pelas pessoas é ser o mais honesto possível.”

Você pode ver a entrevista com Dias na íntegra clicando aqui.

A lista de faixas de Haih… Or Amortecedor… (2009) é a seguinte:
1. Hymns Of The World P.1 (Intro)
2. Querida Querida
3. Teclar
4. 2000 E Agarrum
5. Bagdad Blues
6. O Careca
7. O Mensageiro
8. Anagrama
9. Samba Do Fidel
10. Neurociência Do Amor
11. Nada Mudou
12. Gopala Krishna Om
13. Hymns Of The World P.2 (Final)

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Mutantes Divulga ‘Teclar’, Música Do Novo Álbum

Foi divulgada a segunda faixa do novo disco d’Os Mutantes e ela já está na internet. O site indie Pitchfork disponibilizou para audição a música ‘Teclar’, que estará presente no disco Haih… Or Amortecedor… (2009), previsto para chegar às lojas no dia 8 de setembro. Para ouvir essa faixa basta fazer o download AQUI.

O álbum será o primeiro de inéditas em 35 anos. O A E O Z (1973) foi gravado em 1973 e lançado em 1992 – Tecnicolor (2000), apesar de ter estreado em 2000, foi produzido em 1970.

Liderada por Sérgio Dias, a nova formação da banda chegará ao mercado sob o selo da Anti-Records, responsável também por trabalhos de artistas como Tom Waits e Nick Cave. Em Haih… Or Amortecedor… (2009), o grupo conta com a colaboração de Tom Zé e Jorge Ben. Mike Patton também dá uma palhinha – o vocalista do Faith No More canta na faixa ‘Dois Mil E Agarraum’.

O retorno oficial d’Os Mutantes aconteceu em 2006, depois de se reunirem especialmente para uma homenagem na mostra Tropicália – A Revolution in Brazilian Culture, no Barbican Hall, em Londres. Na ocasião, estiveram Dias, Arnaldo Baptista, Dinho Leme, Zélia Duncan (no lugar de Rita Lee) e músicos da banda de Dias. Daí em diante, o grupo deu continuidade à carreira, com shows pelo Brasil, até a saída de Duncan e Baptista, em 2007. A cantora Bia Mendes ocupou o posto de vocalista feminina da banda.

Mesmo com a perda, Dias e Leme mantiveram a banda, que lançou em 25 de abril de 2008, a música ‘Mutantes Depois’, primeira inédita em mais de três décadas.

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Novo Álbum Dos Mutantes Terá Composição Inédita De Jorge Ben Jor E Parcerias De Tom Zé, Erasmo Carlos E Mike Patton

O cantor Jorge Ben Jor e o multiinstrumentista Mike Patton, conhecido como o vocalista da banda Faith No More, participam do novo álbum dos Mutantes. A banda está trabalhando atualmente no primeiro disco de inéditas em mais de 30 anos.

Repetindo o feito de 1968, quando deu aos Mutantes a canção “Minha Menina”, Ben Jor compôs especialmente para a banda paulistana a faixa inédita “O Careca”. O disco tem ainda sete parcerias de Sérgio Dias com Tom Zé, entre elas “Samba Do Fidel”, “Anagrama” e “Dois Mil E Agarrum”, que contou com participação de Mike Patton.

A cantora Bia Mendes, que assume nesta nova fase o posto que já foi de Zélia Duncan, assina em parceria com Erasmo Carlos a faixa “Singing The Blue”.

O guitarrista Sérgio Dias já havia dado pistas de uma possível parceria com Mike Patton no final do ano passado, quando o Mutantes tocou no festival All Tomorrow’s Parties, na Inglaterra.

“O Mike Patton foi um amor e estamos cozinhando alguma participação. Nosso último abraço foi de irmão e de cúmplices da experiência”, escreveu o músico brasileiro em seu blog.

Em abril de 2008, Sérgio Dias apresentou à imprensa a música inédita “Mutantes Depois”. Como o nome sugere, a canção fala sobre a nova fase da lendária banda formada nos anos 60 e que contava originalmente com Rita Lee nos vocais.

A nova formação do grupo reúne Bia Mendes – antiga backing vocal que acompanha o grupo desde 1991 – e Fábio Recco nos vocais, além de Dinho Leme (bateria), Simone Sou (percussão), Henrique Peters (teclados, flauta doce e vocais), Vitor Trida (teclados, flautas, viola, cello e vocal) e Vinícius Junqueira (baixo).

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Mutantes (1969): 40 Anos E Ainda Inovador

Por: Lafaiete Jr.

“A vida é um moinho / é um sonho o caminho”.

Assim começa o segundo álbum d’Os Mutantes, Mutantes (1969), lançado na última semana de fevereiro de 1969. E o caminho da banda, centrada na tríade Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, era mesmo de entrar para a história da música dali para sempre. Ou desde o primeiro disco, Os Mutantes (1968), lançado no ano anterior. Não é preciso ser nenhum mago para adivinhar que Os Mutantes ainda irão influenciar artistas daqui uns 50 anos. Sem dúvida. E isso não é sonho quixotesco. É crença na qualidade artística de uma banda que surgiu munida de competência, qualidade, ineditismo, irreverência e audácia. Isso ainda na virada história dos anos 60 para os 70. Época de extrema criatividade para os então jovens Mutantes.

Se a tal prova do segundo disco, nos dias de hoje, é o terror para bandas que surgem a cada virada de rua ou site de relacionamento, imagine para uma banda que transitava na turma dos Tropicalistas e, sobretudo, vinha de um disco de estreia com músicas que, não muito tempo depois, seriam reconhecidas como clássicos absolutos da música brasileira. Tais como “Panis Et Circenses”, “Baby”, “Bat Macumba” e “A Minha Menina”. Pra ficar só em alguns exemplos. Os Mutantes, de acordo com a história, não se preocupavam com nada que não fosse sua música (nós e as pessoas na sala de jantar agradecemos) e, em uma semana e meia, de acordo com a lenda, gravaram o segundo álbum, que completa quatro décadas este ano. Mutantes (1969) foi um passo adiante que demonstrou maturidade e continuou livre de qualquer padrão estético e musical.

Novamente com parceria do Maestro Rogério Duprat e do “inventor” Cláudio César Dias Baptista (irmão de Arnaldo e Sérgio, responsável pela parafernália instrumental d’Os Mutantes), a banda continuou seu caminho, talvez inconsciente, de transar o Brasil com o mundo e vice-versa, quebrando barreiras e preconceitos dentro da música tupiniquim naquela época. Além disso, no segundo álbum, Os Mutantes não estão mais como sombra dos “líderes” do Tropicalismo, Gilberto Gil e Caetano Veloso. A banda deixa as parcerias (e regravações, como no primeiro álbum) de lado em direção a um caminho mais autoral. A parceria com um baiano, presente em Mutantes (1968), seria com Tom Zé na arcaicamente futurística “2001” e na genial “Qualquer Bobagem”. E a veia autoral da banda segue pela abertura com “Dom Quixote”, com a “continuação” para “She’s Leaving Home”, dos Beatles, “Fuga Nº II” e, entre outras, um jingle feito para uma campanha publicitária da Shell, “Algo Mais”. “Infinitamente melhor que a maioria das canções que andam pelas praças e paradas”, como bem ressaltou Nelson Motta no texto presente na contracapa do LP. O interessante é constatar que ela ainda permanece bem melhor que a maioria das músicas que rodam pelas paradas.

Anos luz a frente do seu tempo, Os Mutantes criaram, na diversidade, a identidade para sua música, sua arte. Identidade que já podia ser observada no segundo álbum da banda, lançado em 1969 e que ainda permanece inovador. E tomara que artistas e mais artistas olhem para o passado com a mesma sede de novidade que impera no mundo de hoje em busca de novas idéias e rumos e, sem esquecer do presente, se perca por lá escutando Mutantes (1969). Ou qualquer bobagem.

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